RoMEO tem versão em português

O RoMEO, base de dados que contém informações sobre a política de gestão de direitos autorais de editores e produtores de conteúdo em geral, tem uma versão em português desde o final do ano passado.

No sistema de busca do RoMEO é possível encontrar informações acerca da forma com que jornais, revistas e autores cadastrados licenciam seus conteúdos, além de uma lista de editores que possuem opções pagas de acesso aberto ao seu conteúdo, entre outros dados.



Acesse a página em português: http://www.sherpa.ac.uk/romeo/index.php?fIDnum=|&la=pt  

Maine, EUA: um modelo em tecnologia educacional com potencial em REA

O governo do estado do Maine, nos Estados Unidos, investe desde 2002 em um projeto que levou 33 mil laptops aos alunos de Ensino Fundamental. O contrato de 37 milhões de dólares assinado com a Apple na ocasião estendeu-se ao longo dos anos e ampliou-se em 2009 para suprir também o Ensino Médio. Hoje, quase todos os alunos desses níveis na rede pública têm seus laptops para uso individual.

Nesse contexto, o passo para o incentivo de recursos educacionais abertos não demorou a ser dado. Com mais dinheiro, proveniente então do governo federal, tornou-se possível para o Maine a dedicação a projetos em REA – tanto na pesquisa de recursos de qualidade quanto na criação de modelos para eles. Para fortalecer ainda mais esse cenário favorável, as escolas do Maine são livres para definir seu material educacional ao longo do ano – diferentemente das de outros estados, que devem seguir um modelo de planejamento padrão. E a equipe responsável por pensar em formas de inserir cada vez mais a tecnologia na escola tem ideias consistentes também no que diz respeito ao uso de REA.

Em entrevista dada ao Creative Commons dos Estados Unidos em dezembro, Jeff Mao e Bob McIntire, do Departamento de Educação do Maine, apresentaram parte de suas intenções nesse sentido, ainda não concluídas. Entre elas, estão a alteração do processo de troca de livros didáticos com a inclusão de recursos educacionais abertos online, que trazem uma dinâmica mais interessante à sala de aula, e o compartilhamento dos bons resultados (em REA) do Maine com outros estados.

Jeff ainda sugere que talvez as editoras de livros didáticos que aderirem à produção de recursos educacionais online passem por um desafio semelhante ao que encontrou a indústria fonográfica quando foi disponibilizado um sistema de compra de músicas avulsas: os alunos e professores podem se interessar apenas por um determinado capítulo – não mais pelo conteúdo completo produzido por elas.

Leia, na reportagem do Mashable (em inglês), uma lista completa de medidas necessárias para um projeto de sucesso como o do Maine:  http://mashable.com/2011/01/04/classroom-technology-education/