Projeto REA participa de Diálogo Virtual na América Latina

O projeto REA Brasil participou durante duas semanas do Diálogo Virtual sobre Recursos Educacionais Abertos. Fomos convidados a produzir vídeos e para auxiliar na mediação dos fóruns fechados voltados aos governos e Instituições/ONGs, e também, no fórum voltado para o público geral visando aumentar a conscientização sobre REA na América Latina.

Nos fóruns fica claro a confusão existente entre REA e conteúdos distribuidos “gratuitamente” na web. A discussão sobre propriedade intectual e produção de REA ganhou vários tópicos entre os participantes. Os MOOC´s, qualidade e avaliação de REA também foram temas recorrentes.

O acesso aos conteúdos dos fóruns estão disponíveis somente aos que se inscreveram e possuem login/senha. Os vídeos estão publicados no Youtube.

Seminário REA no Ensino Superior: desafios e oportunidades

Participamos na semana passada (13/05) do Seminário Recursos e Práticas Educacionais Abertas no Ensino Superior: desafios e oportunidades realizado pelo PPGE da UFF no âmbito do projeto OportUnidad.

A plateia, formada por professores de educação básica e universitários, teve a oportunidade de se aprofundar nas questões que permeiam os REA, como a propriedade intelectual e autoria, as oportunidades de pesquisa na área dos REA, assim como, conhecer experiências práticas apresentadas nos dois paineis do dia.

Durante o evento aconteceu o lançamento oficial do Compêndio Recursos Educacionais Abertos: casos da América Latina e Europa na Educação Superior, documento desenvolvido em colaboração entre especialistas, pesquisadores e tomadores de decisão de mais de 10 universidades, a fim de fornecer uma perspectiva global do movimento REA.

Na participação do projeto REA Brasil no painel REA: experiências de sucesso, abordamos a parte de políticas públicas e alguns projetos que nasceram de políticas institucionais, além de falar do livro REA. Você encontra um guia dos projetos abordados aqui.

As apresentações e indicações de referências citadas pelos palestrantes e membros das mesas-redondas podem ser acessadas abaixo.

Oficina REA na Universidade Federal do Paraná (UFPR)

No dia 4 de maio, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID da Universidade Federal do Paraná, promoveu o II Workshop de Novas Tecnologias aplicadas à Educação. Integraram a programação mesas redondas e oficinas, abordando os mais variados assuntos referentes à maneira como as novas tecnologias podem ser utilizadas para promover e qualificar as práticas educacionais.

Fui convidada para ministrar uma oficina sobre Recursos Educacionais Abertos. Estiveram presentes mais de 30 pessoas vindas das licenciaturas e do curso de Ciências Sociais e a grande maioria ouviu sobre o tema pela primeira vez.

Abordamos o conceito de REA, a cultura digital e a ética hacker, licenças e formatos abertos, análise de experiências brasileiras, políticas públicas e experimentações práticas de busca de material livre e escolha de formato e licença para alguns tipos de materiais criados por eles.

O debate foi além de REA e os participantes pontuaram que questões como a integração de tecnologia ao currículo são pouquíssimo exploradas nas licenciaturas, normalmente com uma disciplina semestral e sem conexão com o resto das disciplinas de curso.

Abaixo o guião da oficina que costumamos ministrar aos “iniciantes”. Bom remix!

Outros colegas (inclusive que fazem parte de nossa comunidade) também ministraram oficinas. Veja abaixo:

  • Renata Aquino (PUC-SP): O Uso de Tablets na Educação.
  • Monica Mandaji (PUC-SP): Web Rádio na Escola.
  • Neli Maria Mengali (PUC-SP/SEED-SP): Comunidades de Prática e S-Mobile: Olhares para integrar os recursos computacionais no currículo educacional e avaliar os níveis individuais e coletivos no aprendizado social.
  • José Erigleidson (Mackenzie): Blogs na Educação.
  • Débora Sebriam (Instituto Educadigital): Recursos Educacionais Abertos.
  • Patrícia Rodrigues (Teleaulaead): Corpo e Voz na Teleaula: Cuidados para Ministrar Aulas em Vídeo.
  • Maysa Brum Bueno (PUC-GO): Redes Sociais Digitais em Educação.
  • Cláudio Martin Rocha (UFPR): Usos da Lousa Digital.
  • Valdeni Franco (UEM): Geometrias Não-Euclidianas em Ambiente de Geometrias Dinâmicas.
  • Mirna Tonus (UFU): Fazendo Webjornalismo na Escola.

Conhecimento colaborativo muda forma de material didático

Produção, compartilhamento, reutilização, divulgação. É assim o fluxo de funcionamento dos Recursos Educacionais Abertos, uma tendência no que diz respeito à confecção de materiais ditáticos. Em pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia da USP, o doutorando Carlos Henrique Jacob dedica-se a estudar as características do licenciamento flexível e suas possibilidades perante a lei brasileira.

Fotos e vídeos, que estão sob domínio público ou licenciados de maneira que possam ser alterados por terceiros para fins educacionais, são exemplos de Recursos Educacionais Abertos (REA). Jacob explica que uma fotografia, por exemplo, é um objeto educacional fechado, mas torna-se um REA quando seu licenciamento é modificado para permitir as intervenções e usos de casa autor.

Jacob enxerga muitas possibilidades para trabalhar com os REA tanto na odontologia quanto em outras áreas de estudo, pois o conhecimento passa a ser visto de forma global e interdisciplinar, não mais segmentado em disciplinas ou instituições. Ele explica: “Se os autores julgarem oportuno, um material produzido na Poli poderia ser utilizado na Faculdade de Odontologia e vice-versa”.

Licenças flexíveis

Essa ampla divulgação e compartilhamento pode gerar o questionamento sobre uma possível perda dos direitos autorais sobre cada material. O pesquisador explica que a lei atual é “boa e restritiva”. Desta forma, ela protege o autor, mas ainda não prevê o uso aberto da informação e como ela pode ser utilizada.

Jacob explica que, para sanar o problema, tem sido utilizada a Creative Commons, que permite a escolha do tipo de licenciamento desejado pelo autor. O Brasil foi o terceiro país a incentivar o uso da ferramenta, depois da Finlândia e do Japão. “Ao invés de abrir mão completamente dos direitos autorais, é possível escolher uma nuance de licença de acordo com a necessidade de cada um”. A ideia, portanto, é que se deixe claro para o leitor como pode ser feita a reprodução daquele material.

Entre as vantagens da Creative Commons está a construção da autoria e do conhecimento colaborativos, pois a ferramenta exige que, nos usos posteriores, sejam incluídos os autores que participaram da criação do material. Jacob vê o processo de forma bastante vantajosa para o professor e para a universidade, pois “se o material for bom, o autor terá uma rede de colaboradores cada vez maior, o que traz maior visibilidade para ele e para a escola”.

Assim, quanto mais aberto for o material divulgado pelo professor, aumentam-se as chances de ele ser reutilizado. Para o pesquisador, seria interessante a criação de um mecanismo de avaliação docente que se baseasse não apenas em sua produção acadêmica e científica, mas também na confecção dos materiais didáticos. “Seria um incentivo tanto para o professor se dedicar mais aos materiais de aula quanto para a escola, que teria um docente mais engajado”, explica.

Adaptar-se é preciso

Segundo Jacob, o advento da Internet exigiu que a mudança do jeito que registram-se informações. “Se antes as ondas sonoras de uma música eram guardadas fisicamente nos discos, agora tudo é desmaterializado numa sequência de zero e um”, compara.

A adaptação a esse novo sistema mostra-se bastante necessária, especialmente porque a tendência no ensino é que os REA e as ferramentas online sejam progressivamente mais utilizados. Para isso, no entanto, Jacob ressalta a necessidade de capacitar os professores para o contato com esses recursos. Paralelamente, a cultura do compartilhamento também deve ser difundida. “As pessoas precisam acreditar que tanto a atribuição da autoria a terceiros quanto a criação colaborativa são ações boas e adequadas”.

Publicado em Agência Universitária de Notícias – 25/04/2013 – Ano: 46 – Número: 149

Diálogo Virtual sobre Recursos Educacionais Abertos

O Portal Educacional das Américas da Organização dos Estados Americanos (OEA) irá realizar um diálogo virtual sobre REA na América Latina. O evento começa dia 29/04l e se estende até 10/05. Esse diálogo permitirá a participação de especialistas em educação, representantes de governos e da sociedade civil para compartilhar, analisar e discutir temas fundamentais relacionadas aos REA na região.

Na América Latina, o conceito de REA está em diferentes níveis de desenvolvimento e sua implementação enfrenta desafios diferentes, dependendo do contexto local e os atores envolvidos. Sem dúvida, esse diálogo é uma boa oportunidade para trocar experiências com colegas de países vizinhos.

O projeto REA Brasil participará dos fóruns fechados e também do aberto, voltado as pessoas interessadas em REA e com foco em aumentar a conscientização sobre REA na América Latina.

Como funciona?

  • Três fóruns de discussão destinado a órgãos políticos, instituições e organizações não-governamentais, e ao público em geral com interesse no tema e seu desenvolvimento na região. Estes especialistas serão moderados pelo Portal Educacional das Américas da OEA, com a colaboração da Universidad Santiago de Cali, Colômbia.
  • Uma série de apresentações por especialistas na área de Recursos Educacionais Abertos, transmitido ao vivo durante a semana. Estas apresentações serão abertas e incluirá uma sessão de perguntas e respostas para o público participante.

Como participar?

Todos os participantes serão distribuídos em diferentes fóruns de acordo com o seu perfil e experiência profissional.

Se você deseja participar do fórum de discussão voltada para o público em geral é preciso preencher esse fomulário. Para acessar o formulário, você precisa se cadastrar como usuário do Portal Educacional das Américas. Para se inscrever, clique aqui.

Os fóruns de discussão de representantes de governos e pessoas que atuam em instituições e ONGs relacionadas ao tema REA será fechado. Se você acredita que seu perfil profissional se encaixa em um destes fóruns, você pode enviar um email para portal@oas.org.

Oficina REA na Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

A Secretaria Municipal de Educação e o Instituto Educadigital promoveram essa semana a Oficina de Recursos Educacionais Abertos: material didático, produção colaborativa e autoria na era da informação, para gestores de informática educativa e diretores de DOT-P.

As  oficineiras já disponibilizaram o material utilizado. Você pode baixar aqui do REA Brasil e também na página da SME-SP.

CTA traduz licença CERN de Hardware Aberto

Nos dias de hoje, as formas de licenciamento dos materiais de suporte ao conhecimento adquirido na universidade são tão importantes quanto a sua qualidade, uma vez que é o licenciamento que vai orientar como os materiais de suporte poderão ser utilizado pelo profissional ao ingressar no mercado profissional. Neste sentido é fundamental a compreensão das formas licenciamento de obras intelectuais, utilizadas como material de apoio em todas as áreas do conhecimento.

Obras licenciada de maneira permissiva, que permitem a criação de derivações, são muito mais interessantes para os alunos e para os professores pois permitem que estes se apropriem efetivamente deles. Isto compõe o que a UNESCO chama de Recursos Educacionais Abertos, definido como:

“Recursos Educacionais Abertos são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros. O uso de formatos técnicos abertos facilita o acesso e o reuso potencial dos recursos publicados digitalmente. Recursos Educacionais Abertos podem incluir cursos completos, partes de cursos, módulos, livros didáticos, artigos de pesquisa, vídeos, testes, software, e qualquer outra ferramenta, material ou técnica que possa apoiar o acesso ao conhecimento.”

Unesco/Commonwealth of Learning com colaboração da Comunidade REA-Brasil

Para alunos de áreas científicas e tecnológicas o licenciamento aberto dos equipamentos utilizados em laboratórios de ensino trazem uma nova dimensão para as possibilidades de criação em cima do que aprendem e usam. O CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), em um movimento inédito, está licenciando instrumentos desenvolvidos para dar suporte aos seus aceleradores e experimentos científicos de maneira aberta (veja aqui), tendo inclusive composto uma Licença de Hardware Aberto que garante quatro liberdades fundamentais para quem utiliza seus projetos ou seus derivados, as liberdades de utilizar, estudar, modificar e distribuir os equipamentos.

Para que os falantes da língua portuguesa possam entender melhor os termos da Licença de Hardware Aberto do CERN, o Centro de Tecnologia Acadêmica lança a primeira tradução não oficial desta licença. Com isto, a tradução é apontada na Wiki da Licença CERN de Hardware Aberto sendo a primeira a constar na página.

Esta é uma conquista para os criadores do site e uma possível semente que abrirá muitas mais portas aos criadores, colaboradores e usuários do CTA.

A tradução pode ser conferida aqui e foi realizada por Tatiana Pereda com a revisão de Rafael Pezzi.

Fonte: Suporte CTA

Educação Aberta no mundo: um roteiro para internacionalização

O principal objetivo deste trabalho é estimular a discussão sobre futuras questões em relação a Educação Aberta e os Recursos Educacionais Abertos (REA), em médio e longo prazo.

A principal questão discutida é como os Recursos Educacionais Abertos são utilizados internacionalmente.

  • Como os REA podem ser utilizados através das fronteiras?
  • Como os REA podem contribuir para melhorar a educação nos países menos desenvolvidos?
  • Como a Educação Aberta pode contribuir para uma melhor colaboração na Europa e no mundo?

Este trabalho identifica as principais questões e as possíveis soluções para aspectos internacionais em matéria de educação aberta. Utilizando uma metodologia de elaboração de roteiros, proponho medidas e recomendações para o avanço Educação Aberta.

Acesse o artigo aqui.

Por uma cultura hacker na Educação

Por uma cultura hacker na Educação, esse foi o tema do II Seminário Nacional de Inclusão Digital!

“Essa temática nasce da observação de que a escola, inserida em um contexto de conexão e de espaços digitais poderosos de autoria, deve mudar, apropriando-se das tecnologias de inclusão digital de forma inovadora, inusitada, revolucionária e criativa.”

O prof. Nelson de Luca Pretto (UFBA), em palestra de abertura do evento, destaca a importância de compartilhar o conhecimento.

Na noite de abertura, foi concedido o título honorífico “Professora Honoris Causa” para a Profa. Dra. Léa Fagundes, por seu trabalho realizado em favor da inclusão e utilização de plataformas digitais na educação.