No início do mês, anunciamos aqui no blog e também em nossas redes, o Simpósio OCWC, evento organizado através de uma colaboração entre a UnisulVirtual e o OpenCourseWare Consortium. O evento ocorreu no último dia 30/10 e contou com a presença de conferencistas de diferentes países que trouxeram as suas ponderações para o debate.

O evento começou com a fala da  presidente do OpenCourseWare Consortium, Anka Mulder e segundo ela, “…o processo de produção mudou, o ensino precisa mudar. O próximo passo é ser aberto e online, além de buscarmos uma solução para passarmos da informação (disponível na web) para aprendizado.”

Ignasi Labastida na palestra sobre as licenças Creative Commons, afirmou que o compartilhamento é a coisa mais importante na educação aberta, mas é preciso saber compartilhar. “Tudo que está na internet tem um autor, se não está explicitado que é livre, então é restrito. Na Europa há muitos problemas de reuso de conteúdo sem licenças.”, disse ele.

Mary Lou Forward, representante do OCWC norte-americano, ressaltou a necessidade das universidades se abrirem às novas ideias e concepções de ensino. “Enquanto as conversas acontecem apenas institucionalmente e pelas mesmas pessoas, elas serão sempre as mesmas. Abra o seu conhecimento e terá novas ideias”. Também afirmou que, a partir de alunos ingressantes para cursos gratuitos e abertos, pode se obter novos alunos em cursos pagos.

Pata Catherine Ngugi, Diretora de Projetos do OER Africa, o continente africano é o que possui maior potencial e necessidade de utilização dos recursos educacionais abertos. Segundo ela, “…há cinco anos não conseguíamos abrir um email pela má qualidade da conexão à internet. Hoje a realidade é outra e há redes disponíveis em diversas áreas.”

Carolina Rossini, abordou um pouco da legislação brasileira. Ela ressalta algumas conquistas, como a inclusão do tema no Plano Nacional de Educação, o Projeto de Lei Federal nº 1513, que dispõe sobre contratação e licenciamento de obras intelectuais, e o Projeto de Lei Estadual nº 989 (SP), que institui política de disponibilização de Recursos Educacionais comprados ou desenvolvidos com subsídios da administração direta e indireta estadual, ou seja, materiais produzidos com recursos públicos devem ser compartilhados. “Compartilhar conhecimento e educação contribui pra um melhor contrato social das instituições”, afirmou a advogada.

Esse texto foi originalmente publicado no site da UnisulVirtual, leia  a matéria completa e confira a apresentação de Carolina Rossini logo abaixo.

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