Encontro discute acesso à informação, educação e direitos humanos

Nos próximos dias 8 e 9 de fevereiro, o Observatório da Educação, da Ong Ação Educativa, com apoio da Wikimedia Foundation, realiza debate sobre o acesso ao conhecimento no Brasil e sua relação com outros direitos, em especial com o Direito Humano à Educação.

Marcando o início da parceria entre as duas organizações, o encontro é voltado para ativistas da cultura livre e colaborativa, pesquisadores, organizações da sociedade civil, membros da comunidade escolar e demais interessados. O debate do sábado contará com discussão sobre Educação e acesso ao conhecimento e com o compartilhamento de experiências. Já no domingo, os participantes deverão realizar atividades autogestionadas e avaliação geral do encontro.

Programação

Sábado

9h – Café de boas-vindas

9h30 – Abertura

  • Denise Carreira – Coordenadora da área de Educação da Ação Educativa
  • Oona Castro – Coordenadora do projeto Wikimedia na Ação Educativa
  • Gustavo Paiva – Coordenador do Observatório da Educação

10h – Educação e Acesso ao Conhecimento

  • Nelson Pretto – Grupo de pesquisa Educação, Comunicação e Tecnologias (UFBA)
  • Alexandre Hannud Abdo – Membro do Movimento Pelo Conhecimento Livre
  • Luís Henrique Nascimento – Projeto Caminho Melhor Jovem
  • Veridiana Alimonti – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)
  • Priscila Gonsales – Instituto Educa Digital – a confirmar
  • Geovani Santos – Wikipedista e estudante de Direito (via Skype)

14h – Compartilhamento de Experiências

  • Bianca Santana – comunidade REA Br
  • Vinícius Siqueira – membro do grupo de usuários da Wikimedia no Brasil

Domingo

10h – Atividades Autogestionadas

14h – Avaliação do Encontro

Quando: dias 8 e 9 de fevereiro
Local: Ação Educativa – Rua General Jardim, 660 – Vila Buarque – São Paulo, SP
Inscrições: pelo e-mail observatorio@acaoeducativa.org
Mais informações: observatorio@acaoeducativa.org / (11) 3151-2333, ramais 170 e 185
 

Em debate, especialistas acreditam que professores poderiam disponibilizar mais conteúdos online

*Texto de Desirèe Luíse do Portal Net Educação

“A maioria das pessoas ainda não se enxerga como produtoras de conteúdo”, acredita a gestora de comunicação do projeto REA Br, Débora Sebriam. Para ela e outros especialistas da área de recursos educacionais abertos (REA) — materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia que estão sob domínio público ou são licenciados de maneira aberta —, qualquer pessoa pode construir e publicar coisas na internet que contribuam para o ensino e aprendizagem.

Produzir conteúdo e disponibilizar de graça na internet pode configurar uma atividade em direção ao REA. “Às vezes você já faz isso e não sabe que tem um nome”, apontou o pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada a Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Tel Amiel. A mestre em ciência da computação pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Salete Almeida, disse ter percebido, por meio de uma pesquisa que fez no estado, que para os professores, o REA é ainda algo muito obscuro. “E mesmo depois de saber do que se trata, há resistência em disponibilizar conteúdos na internet”, contou.

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Semana da Educação Aberta 2014

Há 2 anos tivemos a experiência de participar com a única atividade em português do Open Education Week (Semana da Educação Aberta). O evento procura aumentar a consciência sobre as oportunidades educacionais gratuitas e abertas destacando como a educação aberta pode ajudar as pessoas a atingir suas metas na educação, seja para desenvolver habilidades e conhecimentos para o trabalho, apoiando estudos formais, aprendendo algo novo por interesse pessoa.

A ideia de compartilhamento livre e aberto na educação não é nova. Na verdade, a partilha é provavelmente a característica mais básica da educação. É o compartilhamento de conhecimentos, ideias e informações com outras pessoas, sobre as quais novos conhecimentos e habilidades podem ser construídos.

A Educação Aberta visa ampliar as oportunidades educacionais, aproveitando o poder da internet, que permite a difusão rápida e que as pessoas ao redor do mundo tenham acesso ao conhecimento, conectem-se e colaborarem.

Deixo o convite a todos os membros da comunidade para participarem na edição de 2014 que ocdorrerá de 10 a 15/03. As propostas podem ser enviadas até 28/02.

Para mais detalhes: http://www.openeducationweek.org/

Acesso aberto à informação

Post originalmente publicado em Comissão de Educação.

A Comissão de Educação e Cultura e a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática promoveram hoje pela manhã o seminário: “Educação Aberta, Recursos Educacionais Abertos: Desafios e Perspectivas”. Entenda o que são os Recursos Educacionais Abertos e como eles podem ser utilizados para educar e informar.

As tecnologias de comunicação revolucionaram a forma de tornar disponível a informação. Nessa perspectiva um temática importante são os Recursos Educacionais Aberto, foco do seminário realizado hoje de manhã pela Comissão de Educação e Cultura.

Segundo expôs Carolina Rossini , professora da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, a expressão “Recursos Educacionais Abertos” foi definida em 2002 pela Unesco como fornecimento, por meio das tecnologias de comunicação e educação, de recursos educacionais licenciados abertamente para consulta, uso e adaptação por todos. Para isso, esse recursos precisam ter a propriedade intelectual aberta, ou seja, a permissão concedida pelo autor para que o recursos seja usado sem necessidade de pagar direitos de propriedade. Recurso Educacionais podem ser livros didáticos e todo tipo de objeto ou material que proporcione a aprendizagem como vídeos, fotos, módulos. Entre os exemplos de utilização desses recursos dados pela professora estão a iniciativa de livros abertos da Wikipedia e o curso da Universidade de Massassuchetts MIT – Open Course Ware – que disponibiliza da internet a maioria de seus cursos e por ter a licença aberta permite que outros professores utilizem o que foi compartilhado.

“Os recursos abertos repensam os recursos tecnológicos com maneira de inclusão, construção e distribuição de conhecimento”, destacou a professora Rossini. Ela explica que a maioria desses projetos não possuem finalidade lucrativa, mas contrapõe com uma experiência norte-americana que comprova que o conteúdo pode ser tratado de forma aberta e gerar mais lucro do que na forma de publicação tradicional. ” O conteúdo é todo aberto, assim não precisa pagar para acessar o conhecimento. O que acontece ó um sistema de pagamento de royalties para o autor baseado em compras universitárias, propagandas publicitárias, entre outros detalhes”, explica Rossini.

Também foram debatidas as políticas públicas para os recursos educacionais abertos. O professor da Universidade de São Paulo- GPOPAI/USP, Braúlio Araújo, falou sobre a questão dos livros científicos e didáticos. Além disso, a doutora Mary Lane Hutner, chefe do departamento de Educação Básica da Secretaria de Educação do Estado do Paraná, relatou a experiência do Projeto Folhas e a do livro didático público, na mesa de debate sobre práticas de capacitação e valorização do professor.

O Seminário foi solicitado pelos deputados Carlos Abicalil (PT-MT) e Paulo Teixeira (PT-SP). Priscila Gonsales, uma das debatedores do seminário, sugerir a criação de uma carta com recomendações que pensem um futuro um projeto de lei sobre recursos abertos. Diante da solicitação o deputado Paulo Teixeira sugeriu que os palestrantes do seminário se reúnam para realizar essa carta para que após a conclusão ele encaminhe o trabalho ao ministro da educação, Fernando Haddad. O Deputado afirmou ter ficado impressionado com a rica discussão proporcionada pelo debate em torno da educação brasileira.

por Vanessa Vieira.