Selecionados para a 2ª turma do curso Líder Educação Aberta


Procura pela segunda turma do curso e certificação Líder Educação Aberta, parceria com a UNESCO Brasil, superou as expectativas:  3 candidatos por vaga.  

A seguir, a lista dos 105 pré-selecionados, contemplando profissionais da educação básica, preferencialmente do sistema público e diversidade regional. Os pré-selecionados deverão apresentar uma carta de apoio à sua participação, assinada por uma chefia na instituição que trabalham ou por um profissional parceiro. As instruções foram enviadas por mensagem individual.  Esta edição também terá 5 convidados do Ensino Superior (nomes no final do post).

Nome completoUFCidade
Adriana Canto UetanabaraSPSão Paulo
Alessandra de Araújo ZachariasSPSão Paulo
Aline TeixeiraSPCampinas 
Ana Márcia Abreu Martins de PaivaMGBelo Horizonte
Ana Paula Silveira de FariaSPSão Paulo
Anderson Borges de SantanaSPMogi das Cruzes
Anelise Beatriz GambaSCBalneário Camboriú
Ary Potyguara Canagé de Pinho FilhoSPSão Caetano do Sul
Audres Marta GomesAMManaus
Carina Jakitas FonsecaSPSão Paulo
Carla Cristiane Franco de AquinoRNSão Miguel
Carla Maria Pereira Barbosa MoraisMGOuro Branco
Carlos PontesPABelém
Carolina MüllerRSNovo Hamburgo
Carolina Teles RodriguesMGUberlândia
Cindi Emanuele Damasceno AlbuquerqueBASalvador
Cláudia Alessandra Pontes DuarteSPSão Paulo
Cristiane Aparecida dos Santos ReisSPSão Paulo
Cristiane Osório dos SantosPITeresina
Cristina Afonso Mendonça NunesSPSão Paulo
Denise LambertiSPRegente Feijó
Ediberto Queijada de SouzaDFáguas claras
Edna S. BaninSPRio Claro
Elaine dos SantosPRCuritiba
Elisangela Almeida de SouzaSPSão Paulo
Elza AlmeidaPRFoz do Iguaçu
Euda RochaGOAnápolis
Fabiano OliveiraSEAracaju
Fábio Junio da Silva SantosSPSão Paulo
Fernanda Pereira da SilvaRJRio de Janeiro
Flávia da Costa Lima FernandesSPSão Paulo
Flávia de MouraRJRio das Ostras
Francimar Santos JuniorAMManaus
Francisco Hudson FrotaMAImperatriz
Gabriela KopinitsPECaruaru
Geisy Nunes Adriano, SPSão Paulo
Geiza Lessa Sobral da ConceiçãoRJRio das Ostras
Gizelle CapistranesMGBelo Horizonte
Grasiela Cabrio dos Santos OliveiraSPMatão
Hellen Cristiane de SouzaSPSão Paulo
Irlandes Lopes MotelMSTrês Lagoas
Janaina Batista SilvaMGBelo Horizonte
Jane Gomes PeixotoSPSão Paulo
Jaqueline de Jesus dos SantosBASalvador
Jhonathan Lima LobatoPAAnajás
José OxleiRSRio Grande
Joseane Oliveira FigueiredoPABelém
Juliana Machado LimaSPSão Paulo
Karla de SouzaSPSão Paulo
Kátia Raquel VianaSPSão Bernardo do Campo
Katiana Azambuja SilvaMSTrês Lagoas
Katiane Costa Paiva SimoneSPSão Paulo
Leandra Gomes GonçalvesRSTeutônia
Leandro LemesSPOsasco
Léia Souza AMManaus
Lindinalva Souza CavalcanteRJMaricá / Itaipuaçu
Lucas de CastroSCFlorianópolis
Lúcia Aparecida Ribeiro da Silva MouraPRFoz do Iguaçu
Luciano CarvalhoSCBlumenau
Lucilene VarandasSPSão Paulo
Lucimara Adriana Maia MieleSPSão Paulo
Marcelo Cesar RibeiroPRCuritiba
Marcia BarrosSPSão Paulo
Marcia NascimentoRNSão Miguel
Maria Helena Andrade SilvaCECanindé
Maria Railda Alves dos Santos BertuolPRFoz do Iguaçu
Maria Sueli Cardoso dos SantosSPCotia
Marina Matera SanchesSPSão Paulo
Marysther Oliveira NascimentoBAFeira de Santana
Mauricia Simões dos Santos PalácioSPOsvaldo Cruz
Meluzia RibeiroSPSão Paulo
Miguel Augusto LemeSPRibeirão Preto
Mirelle Monteiro da SilvaSPItu
Nadyjanayra de AlmeidaCEFortaleza
Narla RochaMGBelo Horizonte
Onice MesettiSPSão Paulo
Patrícia Mara dos Santos MachadoBAFeira de Santana
Paula BalbisSCFlorianópolis
Paula Kowalski F. BezerraSPSão Paulo
Rafael NogueiraSPGuarulhos
Raphael Schlic MatosSPSão Paulo
Renata Dias MonteiroSPSão Paulo
Ricardo MartinsSPSão Paulo
Rildo Nedson Mota de SousaSPSão Paulo
Riva ResnikPERecife
Roberto Silva RJRio de Janeiro
Rosimar Sabino PintoSPSão Paulo
Rubia Carla do PradoSPSão Paulo
Rúbia Léa dos Santos RodriguesSPSantos
Samanta VolpeSPSão Bernardo do Campo
Sergio Carneiro CampeloSPCarapicuíba
Sila Vicente de OliveiraSPSão Paulo
Silene KuinSPSão Paulo
Silmara Vania Muniz da SilvaSPPereira Barreto
Silvania Rodrigues MacielRJRio de Janeiro
Sirleni Batista UenojoSPMairiporã 
Tânia Mara de Andrade Oliveira SilvaMGItaúna
Tatsu Shinozaki de SouzaSPGuarulhos
Telma FélixAMManaus
Thaíla Guimarães de Queiroz SantosRJNova Iguaçu
Thais Morgana AndradeMGPoços de Caldas
Vanessa Dantas MachadoSPSão Bernardo do Campo
Vânia de OliveiraSPBragança Paulista
Veronica Andrea Peralta Melendez MolinaSPSanto André
Washyngton Freitas SantosBASalvador
Zuleide de Jesus CerqueiraBAItuberá

Participantes convidados – profissionais do Ensino Superior
Carmem Zeli de Vargas Gil – UFRGS 
Francisca Monteiro da Silva Perez – UFRN 
Ivelise Fortim – PUC-SP 
Luís Miguel Dias Caetano – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Veronica Morales Antunes – Unipampa

Curso Líder Educação Aberta – turma 2

Com apoio da UNESCO,  formação Líder Educação Aberta – 2ª Edição abre inscrições para o processo seletivo de 1 a 5 de abril

Profissionais da Educação Básica interessados em receber a certificação Líder Educação Aberta, que também é reconhecida como extensão universitária pela Universidade de Brasília, já podem se inscrever no processo seletivo para a segunda turma. 


Processo seletivo
: de 1 a 5 de abril de 2021
Quem pode se inscrever: professores, gestores e técnicos atuantes na Educação Básica
Início do curso: 20 de abril de 2021 (término em 5 de julho de 2021)

ACESSE AQUI O PROCESSO SELETIVO
==> se você não tem uma conta no cursolab do Educadigital, clique em “criar uma conta”

O curso Líder Educação Aberta foi criado em parceria com a UNESCO Representação Brasil. Trata-se de uma formação totalmente gratuita e on-line, com carga horária de 60h, mesclando momentos síncronos e assíncronos, com o objetivo de criar uma rede de lideranças educacionais  comprometidas com a adoção de conceitos e práticas de abertura e promoção de direitos digitais.

Composto de 6 módulos de conteúdo, cada um com uma atividade prática, o curso apresenta as competências relacionadas aos Recursos Educacionais Abertos (REA) — compreender, buscar, usar, criar e compartilhar — bem como aprendizados sobre a relação entre educação, cultura digital e direitos humanos. Participantes terão a oportunidade de realizar experimentações como usuários de soluções tecnológicas baseadas em padrões abertos e software livre. Temas como remix, escolha de licenças flexíveis em produções autorais, análise de repositórios e plataformas para publicação e compartilhamento também estarão presentes. A moderação será constante, com alguns encontros em tempo real previamente agendados para dúvidas ou entrevistas com especialistas convidados.

A certificação será concedida aos concluintes da formação, considerando participação nos debates e encontros on-line e também a realização de atividades práticas, que poderão ser feitas presencial ou remotamente.

Totalmente mediado por professores especialistas, as vagas são limitadas. O processo seletivo terá como critério diversidade regional, de gênero e familiaridade com uso de tecnologias digitais na educação.

Resultado da seleção sai no dia 12 de abril


Se quiser saber mais sobre a origem do curso, assista a LIVE de lançamento realizada em setembro de 2020

Líder Educação Aberta começa dia 6/10

Criado pela Iniciativa Educação Aberta com apoio da UNESCO e extensão universitária na UnB, formação totalmente gratuita e on-line é destinada a profissionais da educação básica. Saiba mais

Participantes selecionados/as para a 1ª edição do curso

Nome completoEstadoCidade
Adria Alves dos Santos RodriguesGOÁguas Lindas
Adriana Beatriz Pacher RaachSCSão João Batista
Aline Bernardi CapriolliRSSapucaia do Sul
Aline Soares de limaSPSão Bernardo do Campo
Ana Fernanda Brandão PereiraPAPonta Grossa
Andrea aparecida felix felixSPSorocaba
Camila PachecoPRAraucária
Carlos Antônio da SilvaPERecife
Daniela Lopes ErloSPIbaté
Edmaria Conceição SantosBASalvador
Eduardo MatiasALMaceió
Elaine Teixeira da SilvaRJCampos dos Goytacazes
Elena M IgnacioRJRio de Janeiro
Elisangela Gama MamedioBAPiraí do Norte
Erima Amaral CardosoBAVitória da Conquista
Fernando Antonio de Macêdo ParenteRJRio de Janeiro
Graça SantosRJRio de Janeiro
Gislaine Batista MunhozSPSão Paulo
Hanay Rosa das NevesSCCriciuma
Jamila Bezerra InacioDFBrasília
Jefferson PaixãoSPSorocaba
Jefferson Teixeira BAIrecê
Jesse de Castro LibanioSCBalneário Camboriú
Joana AlmeidaBASalvador
João Paulo Francisco de SouzaSPMarília
Joaquim Lazinho Borges BorgesDFSobradinho-DF
Josefa Ferreira Soares DiasBABom Jesus da Lapa
Joselia Domingos dos SantosBASalvador
Juliana BastosBASalvador
Larissa MalfattiSPCampinas
Leidiana MerloESVila Velha
Liliane Pereira da Silva CostaSPSão Paulo
Luciana  Silva Vasconcelos Santos da SilvaPETRIUNFO
Luciana Guimarães Rodrigues de LimaRJRio de Janeiro
Luciano José Trindade FalcãoALMaceió
Lucileide Barbosa Dantas MoreiraBAFormosa do Rio Preto
Luís José MalangaCERedenção
Luzinete LyrioBASalvador
Marcia Eleane Braghini Deus DeuSPSão Paulo
Márcia Sayoko NanakaPRCuritiba
Maria Celia Dantas de AraújoBASão Sebastião do Passé
Maria da Penha Pompermayer CaetanoESVila Velha
Maria Rozane Pereira de OliveiraALBoca da Mata
Maria Sandra de SouzaDFBrasília
Maria Sueli Cardoso dos SantosSPCotia
Mariana GamaBASalvador
Mariceia de SenaSPSão Paulo
Moacir Freitas BorgesBALauro de Freitas
Nelson Rodrigues da Cruz JuniorBAIrecê
Pamela Nayara Santana El OtraSPSão Paulo
Pâmella Araújo BalcaçarMTRondonópolis
Patricia Vivolo Rotondaro da SilvaSPSão Bernardo do Campo
Rafaela de Oliveira Alves PiresDFBRASÍLIA
Raquel dos Santos Candido da SilvaSPMarília
Rodolfo Athayde de MoraisMGMontes Claros
Rosa LamanaSPSão Paulo
Silvia AmbrozimSPMarilia
Silvia leticia santos lopesBABoa Nova
Vanessa Duarte LeiteSPMogi das Cruzes
Vanise Souza SantosBASão Francisco do Conde
Veridiana Alves Cirino ReisSPMarília
Victor Augusto SilvaSPJundiaí
Wilson Beleza dos SantosPATrairão
Yara gabrielSPSão Paulo
Zuleide de Jesus CerqueiraBaItuberá

Participantes convidadas: 
Maria Rehder – consultora UNESCO 
Maria da Graça Moreira – professora da PUC-SP

Curso inédito vai certificar profissionais da educação básica

Com apoio da UNESCO, primeira turma da formação Líder Educação Aberta, totalmente gratuita e on-line, será no período de outubro-dezembro de 2020. Aprovado como extensão universitária na UnB 

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Com o objetivo de criar uma certificação para professores e gestores da Educação Básica de todas as regiões do Brasil, a Iniciativa Educação Aberta, em parceria com a UNESCO Representação Brasil lança no dia 1 de setembro o processo seletivo para a primeira turma do curso Líder Educação Aberta. Trata-se de uma formação totalmente gratuita e on-line, com carga horária de 60h, mesclando momentos síncronos e assíncronos, como o objetivo de criar uma rede de lideranças educacionais comprometidas com a transformação educacional por meio da adoção de conceitos e práticas de abertura e promoção de direitos digitais.

Período do curso: 6 de outubro a 8 de dezembro de 2020

O curso será composto de 8 módulos de conteúdo e vai propor reflexões e práticas a partir das competências relacionadas aos Recursos Educacionais Abertos (REA) — compreender, buscar, usar, criar e compartilhar — bem como aprendizados sobre a relação entre educação, cultura digital e direitos humanos. Participantes terão a oportunidade de realizar experimentações como usuários de soluções tecnológicas baseadas em padrões abertos e software livre. Temas como remix X plágio, escolha de licenças flexíveis em produções autorais, análise de repositórios e plataformas para publicação e compartilhamento também estarão presentes. A moderação será constante, com alguns encontros em tempo real previamente agendados para dúvidas ou entrevistas com especialistas convidados.

Em novembro de 2019, foi aprovada uma recomendação para REA na Conferência Geral da UNESCO para que os países membros acelerem a implementação de políticas de educação aberta visando cumprir o 4º Objetivo da Agenda 2030 da ONU: educação de qualidade, equitativa e inclusiva.  “O compromisso da UNESCO no Brasil com educação aberta já vem de longa data, seja no apoio a  normativas já criadas pelo poder público, como a iniciativas da sociedade civil. Com o lançamento do curso, queremos também fortalecer os atores da educação, com vistas a formar uma rede de lideranças que possam disseminar conceitos e práticas”, ressalta Rebeca Otero, coordenadora de Educação da UNESCO.

A certificação será concedida aos concluintes da formação, considerando participação nos debates e encontros on-line e também a realização de atividades práticas, que poderão ser feitas presencial ou remotamente.

Totalmente mediado por professores especialistas, as vagas são limitadas. O processo seletivo, com início no dia 1/9 e término em 15/9, terá como critério diversidade regional, de gênero e familiaridade com uso de tecnologias digitais na educação.

Inscrições encerradas
Processo seletivo de 2 a 16 de setembro de 2020. Resultado: 30 de setembro

Se você já fez algum curso on-line do Educadigital (cursolab.org.br) CLIQUE AQUI

Se você ainda não fez um curso on-line do Educadigital, CLIQUE AQUI

Resultado da seleção sai no dia 30 de setembro

 

Assista a LIVE de lançamento 

Extensão universitária pela UnB

Educação, dados e plataformas

Relatório analisa termos e política de privacidade de serviços mais utilizados por redes e instituições públicas de educação

Já está disponível o relatório Educação, Dados e Plataformas, que traz uma análise descritiva dos Termos de Uso e Política de Privacidade do G Suite for Education e Microsoft 365, dois dos pacotes educacionais de empresas gigantes de tecnologia que vêm sendo mais utilizados pelas redes e instituições públicas de educação durante a pandemia da COVID-19.

Organizado pela Iniciativa Educação Aberta, com apoio do Instituto Alana, e autoria da pesquisadora Stephane Lima, a publicação buscou destacar tópicos que merecem atenção e reflexão por parte de escolas, universidades e secretarias de educação.  A atitude de simplesmente  “aceitar as condições” para poder ter acesso a determinadas ferramentas ou aplicativos já se tornou hábito, em grande parte porque documentos dessa natureza costumam ser elaborados em linguagem técnica e de difícil compreensão, algo que deve ser aprimorado com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Artigo 9º). 

“Mesmo antes da LGPD, existe no Brasil um vasto arcabouço jurídico que regula o uso de tecnologias por sistemas de ensino, como  o Código de Defesa do Consumidor, o Marco Civil da Internet e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, ressalta a autora Stephane Lima, que é doutoranda em Direito na USP, onde estuda regulação para uso de tecnologias digitais na educação.

Um dos destaques dos documentos analisados, é que as instituições de ensino são consideradas “clientes”— seja na versão gratuita ou paga — e devem assumir toda a responsabilidade em repassar aos usuários finais dos serviços as regras e condições, como por exemplo, as que dizem respeito ao tratamento de dados pessoais que será feito pela empresa, assim como solicitar autorização dos pais quando o serviço é utilizado por crianças e adolescentes.

O relatório traz também textos de especialistas convidados com reflexões sobre a análise e o atual contexto. Com mais esse relatório, a Iniciativa Educação Aberta busca contribuir com o debate sobre os direitos digitais na educação, que certamente ganhará mais visibilidade a partir da entrada em vigor da LGPD.

Mapeamento inédito mostra exposição da educação brasileira ao “capitalismo de vigilância”

Educação Vigiada mostra que 65% das universidades públicas e secretarias estaduais de educação estão expostas ao  “capitalismo de vigilância”. O projeto vem chamar a atenção da sociedade para o problema da falta de transparência e regulação nas relações público-privadas em serviços e plataformas tecnológicas, comprometendo direitos dos usuários, como privacidade e a proteção de dados pessoais. Lançamento com transmissão ao vivo acontece dia 26/março.


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Bastou começar a suspensão das aulas pelas instituições de ensino, no esforço coletivo de contribuir para frear a disseminação da COVID-19, para surgir uma lista imensa de empresas e plataformas de tecnologia ofertando ferramentas diversas para EaD (educação a distância) como forma de evitar prejuízos ao semestre letivo. Boa parte delas, inclusive, disponibilizando acesso e serviços ‘gratuitos’ para incentivar o uso.

Só que essa disputa pela atenção de educadores e gestores de instituições de educação no Brasil não é de agora. Mapeamento realizado por dois núcleos de pesquisa da Universidade Federal do Pará (UFPA) e pela Iniciativa Educação Aberta (Cátedra UNESCO de EaD sediada na Universidade de Brasília (UnB) e Instituto Educadigital) revela que 65% das universidades públicas e secretarias estaduais estão expostas ao chamado “capitalismo de vigilância”, termo utilizado para designar modelos de negócios baseados na ampla extração de dados pessoais por algoritmos e técnicas de inteligência artificial para obter previsões sobre o comportamento dos usuários e com isso ofertar produtos e serviços.

Intitulado Educação Vigiada, o mapeamento tem por objetivo chamar a atenção da sociedade para o problema da falta de regulação de parcerias estabelecidas por órgãos públicos de educação com organizações comerciais, o que compromete o direito à privacidade e à proteção de dados pessoais dos cidadãos e também de crianças e adolescentes. “Essas parcerias não envolvem dispêndio de recursos financeiros por parte da administração pública. No entanto há um valor oculto extraído da coleta de nossos dados e metadados”, explica o professor Tel Amiel, da UnB e coordenador da Cátedra UNESCO em EaD.



Por mais que atos de solidariedade em momentos de crise como o atual sejam bem-vindos, como fica a responsabilidade do serviço público em aceitar simplesmente ofertas “grátis” sem uma análise do contexto e das contrapartidas envolvidas? A questão da vigilância começou a ganhar destaque nos noticiários a partir das denúncias do ex-oficial da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA, Edward Snowden, de que o governo americano mantinha programas de espionagem em massa de seus cidadãos e de autoridades de outros países.

Filmes recentes como “Privacidade Hackeada” e sobre a própria história de Snowden têm escancarado a maneira como dados pessoais coletados de forma persistente e extensa são hoje o motor que gera o lucro das mais famosas corporações de tecnologia do planeta, como Google e Facebook. “Como não encontramos informações sobre como essas parcerias se dão no âmbito da administração pública, nem por parte do governo, nem por parte das empresas, criamos um programa para acessar a base de dados do endereço do servidor de e-mail das instituições de ensino e saber se os servidores estão alocados em máquinas externas de empresas ou em máquinas sob controle das próprias instituições de ensino”, explicou o professor Leonardo Cruz, do Laboratório Amazônico de Estudos Sociotécnicos da UFPA e pesquisador da Rede Latino-Americana de estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Rede LAVITS).

Educação Vigiada é parte integrante da pesquisa “Capitalismo de Vigilância e a Educação Pública do Brasil” com a intenção de alertar a sociedade para a falta de transparência nos modelos de aceite de serviços gratuitos oferecidos por essas empresas firmados com instituições e redes de ensino. Para o professor Filipe Saraiva, do Centro de Competência em Software Livre da UFPA, em um cenário de desincentivo ao financiamento da educação pública e redução dos orçamentos universitários, as instituições simplesmente aderem a produtos ‘gratuitos’ de empresas e os submetem à comunidade educacional a partir de um discurso de “inovação” e “qualidade”. “Mas é preciso ter cautela”, ressalta. “No afã de resolver problemas imediatos e urgentes, gestores e professores muitas vezes não enxergam que boa parte da inabilidade das instituições para responder às demandas de sistemas e serviços se dá pelo sucateamento de estruturas e equipes de suporte, em favor de soluções externas ‘gratuitas’.

A diretora-executiva do Instituto Educadigital, Priscila Gonsales, lembra que, no caso da educação básica, o problema é ainda maior, pois envolve o uso por crianças e adolescentes. “Em agosto entra em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que traz um artigo específico sobre proteção de dados para esse público, logo escolas precisam repensar seu papel pedagógico em relação às escolhas que fazem, além de formar professores e alunos sobre a importância desse tema”, pontua.

Segundo os pesquisadores envolvidos no mapeamento, uma vez estabelecidas as parcerias público-privadas e que sejam feitas as migrações de serviços, como por exemplo, o e-mail institucional, é muito difícil que instituições e redes consigam reverter esse cenário de dependência.

Educação Vigiada recebeu apoio da organização chilena Derechos Digitales, por meio do Fundo de Resposta Rápida, e apresenta os dados atualizados da pesquisa, além de informações complementares e recomendações para cada função na comunidade escolar (gestor, professor, pais e estudantes). Saiba mais em: www.educacaovigiada.org.br

Acompanhe ao vivo o lançamento do projeto. Deixe seu email nesse link para ser avisado(a)!


LGPD e os impactos na educação

Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados em agosto de 2020, escolas e demais instituições de ensino têm a oportunidade de tornar a educação em direitos digitais uma prática cotidiana


Por Priscila Gonsales*

Você já parou para pensar porque uma Lei de proteção de dados é importante para um país? Hoje estamos diante de uma sociedade cujos sistemas, informações, serviços e processos são cada vez mais baseados em “dados”. Nesse sentido, torna-se fundamental regular a forma como nós cidadãos — titulares desses dados — vamos controlar o uso.

É importante diferenciar “proteção de dados pessoais” do “direito à privacidade”. Privacidade é algo que não é público, diz respeito à intimidade e à vida privada e está contemplada em diversas legislações brasileiras como a Constituição Federal e o Código Civil. O Marco Civil da Internet, de 2014 e regulamentado em 2016, traz em seu artigo 3º a proteção da privacidade e a proteção de dados, na “forma da lei” — já indicando a necessidade de uma lei exclusiva para o tema.

Quando nos referimos a “dados pessoais” não importa se são públicos ou privados para que possam ser protegidos. Nesse sentido, proteção de dados pessoais se relaciona com o direito à privacidade, mas vai além, pois diz respeito à igualdade, acesso a informação, liberdade de expressão, dentre outras questões. Se pensarmos que tudo o que consumimos de informação nos é direcionado pelos algoritmos de inteligência artificial a partir de nossos dados, é aí que surge aquela sensação de “bolha”, ou seja, de que estamos somente acessando e dialogando com o que nos é conhecido. Se não temos consciência de que isso acontece assim, podemos ficar presos na “Matrix” — só para brincar com a referência ao primeiro filme da trilogia, que vai ter mais um, e a estreia está prometida para 2020.



Outro ponto importante no contexto dos dados pessoais é a questão da vigilância, desencadeada com as denúncias do ex-oficial americano da CIA e NSA, Edward Snowden, em 2013. Vivemos num mundo em que cada vez mais sensores estão espalhados, seja em câmeras de reconhecimento facial ou em bilhete de transporte público, quase tudo que nos rodeia se baseia em dados. O limite entre o que se pode coletar ou não seguirá sendo alvo de debates por muito tempo ainda.

Quais seriam, então, as funções de uma Lei de proteção de dados? A primeira delas tem a ver com proteção de liberdades e direitos fundamentais do cidadão (por exemplo, igualdade, acesso à informação, liberdade de expressão, privacidade). Além disso, uma regulamentação oficial permite que se busque fomentar o desenvolvimento econômico e tecnológico ao mesmo tempo que oferece segurança e controle para as pessoas, além de criação de políticas públicas que determinem transparência como um valor.

Há ainda muitos conceitos na LGPD a serem compreendidos, interpretados e monitorados. E, claro, integrados à vida cotidiana. Alguns especialistas como o advogado Rafael Zanatta (vídeo abaixo) comparam a nova Lei ao que representou, anos atrás, o lançamento do Código de Defesa do Consumidor, chamando a atenção para um processo de adaptação natural da sociedade. Junto à LGPD, como instância fiscalizadora, haverá ainda uma Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que deveria ter governança multissetorial independente, mas que por ora ficará sob a presidência da República, com participação de alguns especialistas indicados.

E a escola? De que forma ela deve se preparar para estar em conformidade com a LGPD? Quais dados a escola precisa coletar para atender às suas necessidades de oferta de serviço? E as redes públicas de educação, como coletam dados diretamente ou por meio de serviços de terceiros, como plataformas digitais? Serviços “gratuitos” de empresas na verdade estão sendo pagos com dados pessoais dos usuários.

Confira aqui algumas sugestões, organizadas em etapas, que consideram não apenas a adequação burocrática relacionada a contratos, mas também e especialmente, a responsabilidade de instituição educadora diante do contexto da sociedade de dados:

Etapa 1
Formação interna pra entender a LGPD – reúna o grupo de docentes, técnicos, funcionários em geral e promova uma formação sobre a LGPD com apoio de um ou mais especialistas no tema, de preferência oriundos de diferentes perfis, como por exemplo: advogados, sociólogos, comunicadores, juristas etc. É importante compreender todo o fluxo de captação de dados que a escola realiza, contemplando respostas para: o que, onde, como e por que.

Etapa 2
Reflexão interna sobre as ferramentas tecnológicas usadas (tanto no setor administrativo como no pedagógico) – quais são os sistemas, plataformas, aplicativos, ambientes virtuais de aprendizagem utilizados e como cada um coleta dados e qual a transparência sobre o uso desses dados. Ajustar contratos e termos com fornecedores e clientes. Em relação à questão pedagógica, analisar se existem alternativas que oferecem mais proteção, especialmente em relação ao uso por crianças e adolescentes, previsto no Artigo 14 da LGPD.

Etapa 3 
Tomada de decisão segura e com argumentos – nesse momento a escola já tem consciência de quais ferramentas vai escolher utilizar e como (adquirir, comprar ou usufruir), com entendimento sobre os direitos dos estudantes envolvidos e de seus pais.

Etapa 4 
Reunião com os pais para apresentar a reflexão/conclusão da escola sobre a LGPD –  mostrar aos pais quais as ferramentas que serão utilizadas, destacando a relação “benefícios X cuidados” e os procedimentos garantidos pela Lei em relação à autorização de uso, bem como a desistência, portabilidade, dentre outros itens constantes na Lei, e quem será o “encarregado” pelo tema na escola. Que alternativas a escola oferece a alunos/pais que não concordarem com a utilização de determinada ferramenta?

Etapa 5 
Planejar a inserção do tema na proposta pedagógica com os estudantes – em que momento, de preferência transversal aos componentes curriculares, a escola vai tratar do tema de proteção de dados? Alguma possibilidade de projeto interdisciplinar a ser elaborado? É possível envolver alunos nessa ideação?

Etapa 6  
Redigir uma política de privacidade e proteção de dados pessoais para a escola – esse documento seria resultante de todo o processo e organizado de maneira colaborativa



(*) Priscila Gonsales é diretora-fundadora do Educadigital e co-líder da Iniciativa Educação Aberta

Conferência Geral da UNESCO aprova Recomendação sobre Recursos Educacionais Abertos

Documento foi elaborado colaborativamente por representantes de diversos países envolvidos com ações, projetos e implementação de políticas de educação e abertura


Em sua 40ª Conferência Geral, em Paris, realizada de 12 a 27 de novembro, a UNESCO aprovou por unanimidade uma Recomendação sobre Recursos Educacionais Abertos (REA). Trata-se de um instrumento normativo que determina que os estados-membros promovam e reportem avanços realizados nessa área.



O primeiro rascunho foi construído ainda no início de 2016, apresentado como proposta durante a 39ª Conferência Geral em 2017. O intenso debate e consulta aberta realizadas para a construção do Plano de Ação de Liubliana, resultado do 2º Congresso Mundial de REA da UNESCO, formaram a base para a construção da Recomendação. A versão semifinal foi consolidada em reunião entre especialistas no tema, como Tel Amiel, líder da Iniciativa Educação Aberta e coordenador da Cátedra UNESCO de Educação Aberta e a Distância na Universidade de Brasilia, e enviada aos estados-membros para comentários no início de 2018. A partir dos comentários recebidos, o documento foi ajustado e finalmente enviado para a aprovação.

A 40ª Conferência Geral, que contou com a presença de 193 estados-membros e 10 aliados, teve também como pauta educação superior e inteligência artificial. Esta última, inteligência artificial, será também tema do Fórum Regional a ser realizado na USP nos dias 12 e 13 de dezembro com a presença de Gašper Hrastelj (foto), secretário-geral adjunto da Comissão Nacional da UNESCO na Eslovênia, que liderou a articulação para a aprovação da Recomendação REA.

Para Tel Amiel, a adoção oficial de uma Recomendação sobre REA vem ao encontro das diretrizes sobre educação de qualidade, inclusiva e equitativa destacadas no 4º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU. “Com apoio da UNESCO, esperamos maior comprometimento dos países para a produção e compartilhamento de materiais educacionais com licença aberta, beneficiando estudantes e educadores em todo o mundo”, ressalta.  A Recomendação tem por objetivo facilitar a cooperação internacional em relação ao tema da educação aberta, incluindo o desenvolvimento de modelos de sustentabilidade.

No Brasil, desde 2018, o Ministério da Educação tem uma Portaria que determina o uso de licença aberta para materiais educacionais comprados ou subsidiados pela pasta. Há também um projeto de lei, criado em 2011 e atualizado via substitutivo em 2018, que já foi aprovado nas Comissões de Educação e de Cultura da Câmara dos Deputados e agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça.

O termo e o conceito de REA foram cunhados na UNESCO em 2002 e consolidado por meio Declaração de Paris, em 2012. REA são materiais de ensino, aprendizagem e investigação em quaisquer suportes, digitais ou outros, que se situem no domínio público ou que tenham sido divulgados sob licença aberta que permite acesso, uso, adaptação e redistribuição gratuitos por terceiros, mediante nenhuma restrição ou poucas restrições. O licenciamento aberto é construído no âmbito da estrutura existente dos direitos de propriedade intelectual, tais como se encontram definidos por convenções internacionais pertinentes, e respeita a autoria da obra.


Saiba mais sobre o tema: 

Livro-guia Como Implementar uma Política de Educação Aberta e de Recursos Educacionais Abertos 
2º Congresso Mundial de REA da UNESCO
Jogo da Política de Educação Aberta

Projeto de lei REA aprovado na Comissão de Cultura da Câmara

Mais uma vitória na tramitação do Projeto de Lei nº 1.513/2011, que visa incorporar na política pública brasileira a adoção dos Recursos Educacionais Abertos (REA), tema que vai ganhar recomendação oficial da Assembleia Geral da UNESCO em novembro



Mais um passo rumo à implementação da educação aberta como política pública no Brasil. No dia 16 de outubro, a Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o texto substitutivo ao Projeto de Lei nº 1.513/2011, cuja relatoria foi realizada pela deputada Margarida Salomão (PT/MG).

O referido Projeto, de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT/SP),quando foi apresentado 8 anos atrás, contou com a colaboração técnica de especialistas em direito autoral. Seu objetivo é promover a adoção dos Recursos Educacionais Abertos (REA) pela administração pública, não apenas na pasta de Educação, mas em todas que desenvolvem e produzem materiais educativos em qualquer formato ou mídia.

O PL REA, como é conhecido, já havia sido aprovado na Comissão de Educação em dezembro de 2018. A atualização do texto contou com o apoio técnico da Iniciativa Educação Aberta em alinhamento com a política do Ministério da Educação (MEC) que, em maio do mesmo ano, assinou a Portaria 451, determinando que todos os recursos subsidiados ou adquiridos pela Secretaria de Educação Básica devem ser disponibilizados com licenças abertas.

O PL REA estabelece os procedimentos a serem adotados pelo poder público na contratação, produção, subvenção de recursos educacionais, especialmente os digitais, para que sejam licenciados e disponibilizados com licença aberta de direito autoral. Ou seja, quando financiados ou subsidiados por fundos públicos devem ser, necessariamente, recursos educacionais abertos, e estar disponíveis para toda a sociedade em plataformas públicas.

A aprovação vem em momento oportuno, pois está programado para novembro, durante a Assembléia Geral da UNESCO, a análise da Recomendação sobre REA, que se transformaria em um documento normativo da UNESCO.

Esse alinhamento entre legislativo e executivo foi articulado visando garantir que uma nova lei esteja alinhada à política recente do Executivo, que vem sendo protagonizada pelos gestores, servidores públicos do MEC. Nesse sentido, vale destacar que o texto substitutivo aprovado:

  • Convalida a Portaria 451 do MEC em vigor que determina o uso de licenças abertas para materiais educacionais subsidiados ou adquiridos com fundos públicos (Artigo 7o);
  • Ressalta a autonomia dos agentes públicos na decisão de solicitar licenciamento aberto para materiais e recursos que venham ser adquiridos por licitação no âmbito da Lei 8666. Isto já vem sendo feito por alguns agentes da administração pública nos diversos níveis, como por exemplo: o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) já pede licença Creative Commons para alguns materiais digitais.

O texto também recebeu atualizações recomendadas pela Iniciativa Educação Aberta para atender às recomendações dos documentos internacionais mais recentes sobre o tema como o Plano de Ação de Liubliana, resultado do 2º Congresso Internacional de REA da UNESCO, realizado em 2017, que reforça o comprometimento com o objetivo de educação inclusiva, equitativa e de qualidade que está na Agenda 2030 da ONU.

A implementação de políticas de Educação Aberta e REA tem crescido no mundo todo, baseada na convicção de que todo o material que é financiado por recursos públicos deve estar acessível a todos.



A Polônia, que tem um dos programas mais reconhecidos de livro aberto do mundo, organiza anualmente o Open Education Policy Forum, que reúne defensores ativistas que atuam na promoção e fomento a políticas de educação aberta para troca de conhecimentos e apoio mútuo. Em 2019, foi realizado entre os dias 7 e 9 de outubro, em Varsóvia. Priscila Gonsales (foto), uma das líderes da Iniciativa Educação Aberta, esteve presente como convidada para compartilhar estratégias e experiências exitosas no trabalho de advocacy que vem realizando no Brasil, além de fazer o lançamento oficial da versão em inglês do primeiro jogo físico criado como ferramenta de apoio à formação de gestores educacionais.

Próximos passos do Projeto de Lei REA: comissão de Constituição e Justiça, acompanhe aqui

Novos materiais abertos lançados no seminário do Programa Educação Conectada

Além da palestra sobre Recursos Educacionais Abertos (REA) e direitos digitais, participantes do evento puderam conhecer novo vídeo-animação que aborda a diferença entre grátis e aberto, além do jogo físico para diagnosticar o grau de abertura de políticas educacionais


A educadora e diretora do Educadigital e uma das líderes da Iniciativa Educação Aberta, Priscila Gonsales, foi uma das convidadas do IV Seminário Nacional Educação Conectada do Ministério da Educação, realizado entre 28 e 30 de agosto na cidade de Recife/PE. O evento, que ocorreu simultaneamente ao Congresso Ctrl+E da Universidade Federal de Pernambuco, reuniu cerca de 100 coordenadores estaduais e municipais responsáveis pela implementação do Programa de Inovação Educação Conectada, criado em 2017 via Decreto e segundo o planejamento, as ações devem ser desenvolvidas de 2017 a 2024.

Priscila ministrou a palestra “Recursos Educacionais Abertos: licenças, formatos e direitos” e lançou dois novos materiais de apoio para educadores e gestores, especialmente focados na dimensão “recursos digitais” que compõe o escopo do Programa — além de “visão”, “formação de professores” e “infraestrutura”. O vídeo animado Grátis X Aberto explica a diferença entre os dois conceitos e como identificar em uma busca comum na internet (ver abaixo). E o Jogo da Política de Educação Aberta possibilita que gestores educacionais façam um diagnóstico em relação ao grau de abertura de suas políticas considerando aspectos pedagógicos, técnicos e jurídicos.

“Como os estados terão a possibilidade de ampliar o escopo de recursos digitais que podem ser utilizados e/ou adquiridos para uso pedagógico, é importante que privilegiem práticas pedagógicas abertas para disseminar e compartilhar possibilidades”, ressalta Priscila. “Nesse sentido, as escolhas e decisões sobre o bom uso do dinheiro público diante de tecnologias abertas e fechadas precisam ter peso, além do cuidado em relação à privacidade de dados pessoais dos estudantes”, acrescenta a educadora, lembrando que existe no MEC, no âmbito da Secretaria de Educação Básica, a Portaria 451 sobre Recursos Educacionais Abertos.


Grátis x Aberto: você sabe a diferença? from Educação Aberta on Vimeo.

Sobre Programa Educação Conectada

O Programa tem por objetivo apoiar a universalização do acesso à internet em alta velocidade e fomentar o uso pedagógico de tecnologias digitais na educação básica, em consonância com a estratégia 7.15 do Plano Nacional de Educação que determina: universalizar, até o quinto ano de vigência deste PNE, o acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade e triplicar, até o final da década, a relação computador/aluno nas escolas da rede pública de Educação Básica, promovendo a utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação.  A Fase inicial contemplou 23 mil escolas urbanas e rurais, com investimentos de cerca de R$ 74 milhões. Há a expectativa de expansão ainda em 2019.
Um dos destaques é o monitoramento da qualidade de conexão da internet nas escolas que está sendo feita por um medidor desenvolvido pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br).