Open Education Initiative: Updates and outlook

In these very troubled times, we took some time to reflect and write down a balance of our activities in 2020 and our outlook for 2021. In this short report we align our activities with two important normative documents: the UNESCO OER Declaration (2019) and the MERCOSUR OER Recommendations and Action Plan (2018).

Open Education Leadership course
It is a free and online course for in-service and pre-service and in-service teachers with an active mediation and a 60 hour workload, blending synchronous and asynchronous moments. The objective is to create a network of educational leaders committed to educational transformation through the adoption of concepts and practices of openness and promotion of digital rights. The course is offered by the University of Brasilia, with official certification, conducted by the Open Education Initiative in partnership with UNESCO Brazil. First offer (2020) and two subsequent offers (2021). It parallels our experience in higher education with our Ministry of Education/CAPES Open Education Ambassadors program.
OER Recommendation, focus on (i) sections (a-f), (ii) section (c), (iii) section (b)
MERCOSUR Recommendation item 5.

With support from the UNESCO Brasilia office.

Choose Free! portal
An informative and educational website that points out a range of options and free and open strategies that can assist, mainly teachers, but also students and administrators, in their educational activities. The site contains testimonials from teachers, students and managers about free software and OER; explains and points to useful platforms, systems and applications for education; includes tutorials on how to make use of tools and discusses various types of activities, including virtual conferences, collaborative writing, production of audiovisual resources, file sharing and where to find OER. It also provides Comunica! a space for experimenting free software online tools like video conferencing and collaborative writing (Jitsi, Mumble, Etherpad) that we maintain, showing that can be adopted by institutions.
OER Recommendation, focus on (i) Building capacity, sections (d,e,f), and (ii) section (e)
MERCOSUR Recommendation item 5.

With support from the UNESCO Brasilia office.

Open Services Map – (live, to be launched in the next 2-3 weeks) – an open registry of collectives, companies, startups and service providers that work with open resources and free software focused on education. The map (MSA) facilitates contact between service providers and education managers by promoting the free software universe and open educational resources in education.
OER Recommendation (iv) sections (b,c)

OER Mapping of Latin America
We created a network of undergraduate students who have mentorship on OER, and with support from their mentors have finished updating the OER World Map with all of Latin America and South Africa (services, organizations, policies). Mapping finalized, report forthcoming.Together with UDELAR (Uruguay), UNPA (Argentina) and Tecnológico Comfenalco (Colombia) and UNESCO Chair at North West U (South Africa).
OER Recommendation, focus on (i), sections (a,b), (ii) section (c) and (v) section (a,c,f)
MERCOSUR OER Recommendation – item 1 and 2.

With support from HBZ.

Copyright guidelines during emergency remote education
We have established a small group of experts to influence copyright policies at universities to include OER and flexible interpretations of copyright law. We published what has become a very popular guide on the topic, which has been used by lawmakers and high level university officials. The perspectives highlighted here have been used to frame the policies in two federal universities (with more to come).
OER Recommendation, focus on (i), sections (c,e), (ii) section (e,h)
MERCOSUR OER Recommendation – item 2,3.

Open Education Pocketbook (2020)
A very introductory and user-friendly introduction to Open Education, connecting with other ‘open’ areas of interest
OER Recommendation (i) sections (a,e)
MERCOSUR OER Recommendation – item 5.

Education Under Surveillance Observatory
Part of a research project and informative site that provides up-to-date information on the partnership of public institutions (higher education) and city and state school systems with large corporations associated with surveillance capitalism (Google and Microsoft). It shows that 65% of institutions and systems currently have contracted with such businesses. Provides information, reports, and other educational resources on privacy and digital rights in education. The project is now mapping all of South America in partnership with other universities. Initially supported by Derechos Digitales and South America expansion supported by LAVITS network.
OER Recommendation, focus on (i) section (d) and (ii) section (h)
MERCOSUR OER Recommendation – item 2.

Como criar e compartilhar Recursos Educacionais Abertos acessíveis desde o design?

Primeiro infográfico da série de materiais para orientar a criação de REA destaca a audiodescrição

Para auxiliar no desenvolvimento de REA acessíveis aos mais diferentes públicos, a Iniciativa Educação Aberta lança hoje o primeiro de uma série de infográficos. O objetivo do material é sensibilizar e promover a criação de recursos educacionais abertos que garantam a acessibilidade no planejamento e no design.

O infográfico nº 1 destaca a audiodescrição, uma técnica que transforma imagens em áudio com detalhes e orienta por que e como deve ser feita. Também sugere o uso de software livres e traz links para informações complementares para  aprofundamento no tema.

A produção dos materiais de apoio para acessibilidade em REA está sendo liderada pelo Prof. Dr. Raymundo Filho, colaborador do IEA e professor do IFSul, com design de Bruna Gugliano, e apoio do  Prof. Tel Amiel (IEA/UnB). Os conteúdos têm como base a publicação aberta: Recomendação Técnica de Acessibilidade em Recursos Educacionais Digitais disponível no PROEDU.

“A quebra de barreira no acesso à conteúdo educacional é um ponto fundamental para que se promova a permanência e êxito dos alunos com deficiência nos sistemas escolares; sendo que, invariavelmente, a preparação de conteúdo, na rede de educação básica e superior brasileira e mundial, recai sobre o próprio professor. Neste sentido, nos colocamos com a responsabilidade de compartilhar conhecimento sobre esse tema de forma aberta. O conhecimento produzido no projeto do Repositório de Recursos Abertos para Rede de Educacional Profissional, Cientifica e Tecnológica (Proedu) passa a ser compartilhado de forma pública a fim de contribuir para o acesso universal à educação e que os conteúdos produzidos com acessibilidade possam ser utilizados, adaptados e remixados seguindo as premissas da Educação Aberta”, ressalta o Prof. Raymundo Filho.

Acessibilidade e inclusão compõem um dos cinco objetivos principais da Recomendação REA da UNESCO. O documento, aprovado pela Conferência Geral da UNESCO em 2019, incentiva o acesso a recursos educacionais abertos de qualidade, para todos:

(iii) acesso efetivo, inclusivo e equitativo à REA de qualidade: apoiar a adoção de estratégias e programas, inclusive através de soluções tecnológicas relevantes que garantam que a REA em qualquer meio seja compartilhada em formatos e padrões abertos para maximizar o acesso equitativo, a cocriação, a curadoria e a possibilidade de encontrá-los, inclusive para aqueles que fazem parte de grupos vulneráveis e pessoas com deficiência

O primeiro tema trata sobre a audiodescrição. Confira o infográfico, replicado em forma de texto logo abaixo!

Infográfico que explica a Audiodescrição. Os textos contidos na imagem estão replicados abaixo da imagem para acessibilidade. No topo uma faixa verde com texto branco maiúsculo diz "Promoção de REA para Professoras e Professores". O Título segue em letra verde e fundo branco com o símbolo de áudiodescrição ao lado esquerdo.

Conteúdo textual do infográfico: Audiodescrição

Por que fazer?

  • Apoia a construção de significado
  • Pode auxiliar o desenvolvimento de linguagem em crianças

O que fazer?

  • Crie um roteiro de texto de audiodescrição
  • Use adjetivos e advérbios para descrever tudo o que aparece na cena
  • Insira a audiodescrição entre diálogos, sem interferir com outros elementos sonoros;
  • Fale normalmente, evite uma narração robótica ou monótona
  • Use linguagem objetiva e ngajada com os demias elementos do audiovisual

Como fazer?

Saiba mais

Conheça o repositório do Proedu em: proedu.rnp.br.

Para conhecer mais sobre software livre que você pode usar para promover a acessibilidade, conheça o Escolha Livre: escolhalivre.org.br

Plataformas de comunicação livres

Ao escolher uma plataforma para comunicação com seus alunos, considere trabalhar com serviços baseados em software livre e cujo modelo de negócio não seja baseado na coleta, tratamento e venda de dados. A coleta e uso comercial de dados pode ter impactos imprevistos sobre a privacidade de professores, alunos e instituições.

O gráfico abaixo divide os serviços de comunicação de acordo com dois critérios: grupos grandes (palestras, grupos com todos os alunos) ou grupos pequenos (grupos de trabalho, mentoria). Encontre no quadrante sugestões de sistemas para experimentar e conhecer!

Está disponível em formato médio para compartilhar. Clique com o botão direito para baixar a versão grande (PNG) e, para remixar, o arquivo fonte feito no software livre Inkscape (SVG). Colocamos também o texto integral para promover a acessibilidade da imagem.

Privado/Pequenos
Aplicativos de mensagens são bons para comunicar via texto em grandes grupos e para fazer videoconferências em pequenos grupos.
SIGNAL é o padrão em termos de privacidade e segurança.
JITSI é um sistema de vídeoconferência que pode ser usado de forma privada ou pública (com link) pelo celular ou web.

Privado/Grandes
Serviços como ELEMENT (baseados no protocolo MATRIX) e JAMI (mais experimental) permitem criar canais de bate papo em texto, áudio e vídeo apropriados para grandes grupos.
O uso de AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) como MOODLE, constitui um espaço privado de interação entre alunos e pode ser integrado com serviços como JITSI.

Publico/Grandes
Experimente redes sociais livres como MASTODON (similar ao Twitter) ou FRIENDICA e DIASPORA (similares ao Facebook). Diversos servidores estão disponívies e usualmente tem poucos usuários e moderação de conteúdo.
MUMBLE é um sistema para comunicação em áudio em salas públicas para pequenos e grandes grupos.
FREENODE é um espaço web baseado em IRC, para bate papo em texto.

Direito Autoral e Educação Aberta e a Distância: Perguntas e Respostas

A Iniciativa Educação Aberta publica o Guia Direito Autoral e Educação Aberta e a Distância Perguntas e Respostas para educadores e instituições de ensino. O Guia apresenta perguntas e respostas a uma série de preocupações relacionadas ao uso, produção e publicação de recursos educacionais que se tornaram urgentes em tempos de pandemia. Na medida em que cresce o uso de sistemas institucionais e plataformas externas para interação e publicação de conteúdo, a preocupação com os direitos autorais se torna central.

O Guia foi criado pelo Prof. Dr. Allan Rocha de Souza (UFFRJ/ITR | UFRJ/PPED) do Núcleo de Pesquisa em Direitos Fundamentais, Relações Privadas e Políticas Públicas (NUREP) e Proprietas, e pelo Prof. Dr. Tel Amiel (FE/UnB), Coordenador da Cátedra UNESCO em Educação a Distância.

O texto parte de uma interpretação não restritiva da Lei de Direitos Autorais (1998). Ao longo do texto os autores apontam decisões judiciais, normas institucionais, exemplos de políticas e outras normativas que vão ao encontro essa posição, defendendo um equilíbirio entre a proteção e o acesso, a exclusividade e a liberdade de usos. A principal recomendação do Guia é que, nesse momento, é “imprescindível que instituições se organizem para deliberar e definir diretrizes que são essenciais para a educação aberta e a distância”.

Diversas perguntas importantes são abordadas, incluindo:

  • As normas de direitos autorais que valem para o ensino presencial também se aplicam no ensino online?
  • Que tipos de materiais docentes podem usar no decurso de suas aulas?
  • Posso usar de material preexistente de terceiros na produção de material educacional novo?
  • Posso adaptar material existente – didático ou não – para fins de permitir a acessibilidade por pessoas com deficiência?
  • No caso de uso de material de terceiros, como fazer a atribuição de créditos?
  • Artigos, livros e outros recursos de terceiros podem ser disponibilizados em plataformas institucionais para uso em aulas?

Acesse o guia, que tem uma licença CC-BY, e está em formato PDF. 

Planilha comparativa destaca exceções e limitações aos direitos autorais no Mercosul

Documento integra a agenda de colaboração firmada em 2018 entre países do MERCOSUL para a disseminação da pauta da educação aberta na região


A partir de agora ficou mais ágil consultar quais são as exceções e limitações aos direitos autorais em diferentes países da América Latina. Uma planilha criada pelo Núcleo de Recursos Educativos Abertos y Accesibles do Espaço Interdisciplinar (UdelaR /Uruguay), em parceria com a Cátedra UNESCO em EaD (Brasil), acaba de ser disponibilizada e abrange, inicialmente, a região do MERCOSUL.  Trata-se de um dos desdobramentos do documento de cooperação resultante do Seminário REA do Mercosul, organizado pela UNESCO em 2018.

“Entendemos que, dada a complexidade do tema e a necessidade de informação sistematizada, a planilha será muito útil para organizações educacionais e culturais (bibliotecas, arquivos, museus), assim como empresários, pesquisadores, jornalistas, dentre outros atores”, explicou Patricia Díaz Carquero do Núcleo REAA.

A planilha, organizada em três tabelas, resultou do projeto “Acesso ao conhecimento e à cultura no MERCOSUL” do Núcleo REAA da UdelaR e integra a Tese de Mestrado em Relações Internacionais da advogada e Mag. Patricia Díaz Charquero.

A planilha pode ser acessada aqui. Veja uma análise dos dados no site da Cátedra UNESCO em EaD.

Iniciativa Educação Aberta integra Coalizão Global para REA da UNESCO

Denominada OER Dynamic Coalition, a nova estratégia do órgão multilateral focado em educação reúne instituições de diferente países efetivamente comprometidas com a implementação da Recomendação sobre Recursos Educacionais Abertos, aprovada na Conferência Geral, em novembro de 2019


A Iniciativa Educação Aberta é uma das 25 organizações mundiais especializadas que integram uma nova coalizão da UNESCO, a OER Dynamic Coalition ou Coalizão Dinâmica para REA que acaba de ser lançada. O objetivo é avançar a implementação de Recursos Educacionais Abertos (REA) em escala global, como resultado das discussões do 2º Congresso Global de REA ocorrido na Eslovênia em 2017 e, mais recentemente, da aprovação unânime da Recomendação REA da UNESCO, na Conferência Geral da UNESCO em 2019.

A Coalizão tem por objetivo reunir esforços visando a expansão e consolidação dos compromissos de implementação de políticas de recursos educacionais abertos, além de promover e reforçar a importância da cooperação internacional em torno do tema. Dentre os princípios norteadores das ações, destacam-se igualdade de gênero, distribuição geográfica e participação aberta e acessível para fomentar o compartilhamento de idéias, informações e conhecimentos.

A organização do trabalho será por meio de 4 grupos dedicados às seguintes áreas:

  1. Capacitação de atores para criar, acessar, reutilizar, adaptar e redistribuir REA;
  2. Desenvolver políticas públicas de apoio à REA;
  3. Incentivo à REAs inclusivos e equitativos, de qualidade;
  4. Estimular a criação de modelos de sustentabilidade para a REA; e
  5. Promover e reforçar a cooperação internacional em torno dos REA

Os REA são vistos como um pilar de uma educação inclusiva, equitativa, de qualidade para todos – parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da UNESCO. Integra ainda as estratégias de inovação digital da UNESCO em tempos de COVID-19.

Veja a chamada completa (ingles).

New mapping shows exposure of educational institutions in Brazil to ‘surveillance capitalism’

New mapping initiative shows exposure of Brazilian education to “surveillance capitalism”

The Educação Vigiada (Education Under Surveillance) project shows that 65% of public universities and state education offices are exposed to “surveillance capitalism”. The project calls attention to the lack of transparency and regulation in public-private relations in technological platforms and services, compromising users’ rights such as privacy and the protection of personal data. Official launch with live transmission will take place on March 26th.


See this post in Portuguese.

As universities and school systems suspended classes, in a collective effort to contribute to reduce the transmission of COVID-19, a large number of tech companies and platforms begin offering tools for distance education as a way to maintain educational activities. Many of them provided ‘free’ services to encourage use of their systems and services.

But the battle for the attention of educators and managers of education institutions in Brazil is not new. Mapping carried out by two research centers at the Federal University of Pará (UFPA) and the Open Education Initiative (UNESCO Chair in Distance Education at the University of Brasilia (UnB) together with the Educadigital Institute) reveals that 65% of public universities and state offices of education are exposed to so-called “surveillance capitalism,” a term used to designate business models based on the extensive extraction of personal data by algorithms and artificial intelligence techniques in order to obtain predictions about user behavior, using this information to offer and sell products and services.

This mapping initiative aims to draw attention to the lack of regulation of partnerships established by public education with commercial organizations, which compromise the right to privacy and personal data protection of citizens, particularly children and adolescents. “These partnerships do not involve the expenditure of financial resources by the public administration. However, there is a hidden value extracted from the collection of our data and metadata,” explains Professor Tel Amiel, of the University of Brasilia and coordinator of the UNESCO Chair in Distance Education.

Acts of solidarity in moments of crisis are welcome. But one must question the responsibility of public entities in accepting services for “free” without an analysis of the context and the trade-offs involved. The issue of surveillance began to gain prominence in the news stating with the revelations of former U.S. National Security Agency (NSA) officer Edward Snowden, showing that the U.S. government maintained a mass espionage program of its citizens, and authorities in other countries.

Recent movies like “The Great Hack” and a film about Snowden’s story have made clear the way in which personal data collected persistently and extensively is the profit-making engine of the planet’s most famous technology corporations, like Google and Facebook. “Since we can’t find information on how these partnerships take place within the public administration, neither through government nor through companies, we created a program to access the e-mail server of educational institutions and know whether the servers are allocated to external addresses of companies, or under the control of the educational institutions themselves,” explained Professor Leonardo Cruz, of the Amazonian Laboratory for Socio-Technical Studies at UFPA and researcher of the Latin American Network of Studies on Surveillance, Technology and Society (LAVITS Network).

Educação Vigiada is part of a project entitled “Surveillance Capitalism and Brazilian Public Education” which aims to alert society to the lack of transparency in the terms accepted by public entities regaridng free services offered by these companies. Professor Filipe Saraiva, of the Free Software Competence Center (CCSL) at UFPA, the current scenario that disincentives the financing of public education and promoted a reduction to university budgets, the institutions simply adhere to ‘free’ products and push them onto the educational community from a perspective of ‘innovation’ and ‘quality’. “But we must be cautious,” he says. “In their eagerness to solve immediate and urgent problems, managers and teachers often fail to see that much of the inability of institutions to respond to the demands of systems and services is due to the scrapping of structures and support teams in favor of ‘free’ external solutions.

The executive director of the Educadigital Institute, Priscila Gonsales, recalls that in the case of basic education, the problem is even greater because it involves children and adolescents. “In August, the General Law on Personal Data Protection (LGPD) comes into force, which brings a specific article on data protection for this group, so schools need to rethink their role in relation to the choices they make, as well as promoting professional development for teachers and teaching students on the importance of this issue.”

According to researchers involved in the initiative, once public-private partnerships are established and service migrations are made, such as institutional e-mails, it is very difficult for institutions and networks to reverse their dependency on these new systems.

Educação Vigiada received support from the Chilean organization Derechos Digitales, through the Rapid Response Fund, and presents updated research data, in addition to additional information and recommendations for different actors in the school community (managers, teachers, parents, and students). Learn more at: www.educacaovigiada.org.br

Follow the launch of the project live (in Portuguese). Leave your email in this link to be notified!

Guia de bolso da Educação Aberta

Uma das nossas principais linhas de atuação é a sensibilização e formação em torno da Educação Aberta. Um dos nossos primeiros recursos em formato impresso e digital foi o Caderno REA para professores.

Com a crescente incorporação de plataformas, redes sociais e serviços online nos processos de ensino e aprendizagem, o conceito de ‘abertura’ se tornou um dos temas de maior relevância para numa educação inclusiva, acessível e de qualidade para todos. O Guia de Bolso da Educação Aberta foi criado para proporcionar uma rápida introdução sobre o universo da Educação Aberta (EA) e dos Recursos Educacionais Abertos (REA). É uma leitura leve, introdutória e atualizada. O guia aborda a relação de EA/REA com com outras tantas áreas associadas, como o software livre, a ciência aberta e os dados abertos. Discute temas práticos como a seleção de licenças e os formatos abertos. Apresenta o protagonismo brasileiro em políticas públicas na área de educação aberta. Ao final, convidamos gestores, professores, alunos e empreendedores a conhecer mais sobre o tema através de diversos links e fontes de informação.

O Guia tem uma licença livre e foi desenvolvido por uma das Embaixadores REA (Debora Furtado, CEAD/UnB) e por Tel Amiel (Cátedra UNESCO em EaD/UnB) com o apoio do CEAD/UnB.

O Guia está disponível em: https://educapes.capes.gov.br/handle/capes/564609.

Educação Aberta em tempos de COVID-19

Universidades estão trabalhando de forma frenética para buscar soluções para a suspensão de atividades presenciais. Com a instauração de atividades domiciliares, como transpor as diversas atividades que fazemos de forma presencial para outras configurações? De fato, não se trata de ‘educação a distância’ de forma planejada e sistemática. Estamos tratando de um plano de contingência que possa fazer uso das plataformas e serviços que estão a nossa disposição para resolver um problema pontual. A possibilidade da redundância, das múltiplas formas de interagir, fornecer acesso à conteúdos, e outras experiências educativas é uma das fortalezas da educação aberta.

Por isso, criamos um guia de orientação que chamamos de Educação Aberta para EaD (também remixado para espanhol) que busca apresentar sistemas, plataformas e recursos abertos que podem ser incorporados à pratica docente nesse momento de mudança de cenários educativos.

Não se trata de converter usuário e professores para instalar e experimentar software livre em um momento de estresse, mas sim de proporcionar orientações e dicas de sistemas e plataformas que sejam fáceis de usar e possam resolver problemas e proporcionar novas estratégias. Incluímos também uma breve discussão didática sobre as modalidades, como por exemplo, o uso de escrita colaborativa. Discutimos também a importância da seleção de aplicativos levando em conta a privacidade e a vigilância.

Recomendamos soluções institucionais, como o Conferência Web baseado em mconf para reuniões, webinars e apresentações e o Video@RNP, repositório de vídeos para streaming, ambos ainda pouco conhecidos de muitos docentes. Sugerimos serviços alternativos aos que os professores já conhecem, como o OnlyOffice e o OBS Project para gravação de aula.

O papel da educação aberta é o de proporcionar oportunidades de aprendizagem para todos – o drástico cenário atual nos permite refletir sobre nossas práticas, conhecer novos rumos e experimentar novos modelos.

(*) Tel Amiel é professor da UnB, Coordenador da Cátedra UNESCO em EaD e co-líder da Iniciativa Educação Aberta.

Projeto brasileiro ganha prêmio internacional de educação aberta

Iniciativa Educação Aberta (IEA) recebeu reconhecimento internacional como melhor projeto de Open Policy do mundo, pelo Open Education Consortium, que concede anualmente o Open Education Awards. A IEA é uma parceria entre a Cátedra UNESCO em EaD (UnB) e o Instituto Educadigital, criada formalmente em 2017. O trabalho conjunto entre os profissionais das duas instituições ocorre há 10 anos em colaboração com diversos atores.

Além de ser uma valorização importante no âmbito global dos países envolvidos com a causa da Educação Aberta, o prêmio mostra que a união de esforços possibilitada pelo modelo de cooperação multisetorial da IEA favorece e aumenta o potencial de disseminação da Educação Aberta e dos Recursos Educacionais Abertos (REA) no Brasil.

O trabalho da IEA promove também uma perspectiva local sobre a Educação Aberta, que envolve os direitos digitais. Partindo desse tema abordamos na educação questões relativas ao acesso à informação, liberdade de expressão e privacidade.

Por meio da formação de gestores e educadores, a IEA busca fomentar a construção de políticas públicas nos diferentes níveis (federal, estadual e municipal), além do desenvolvimento de pesquisas e produção de recursos, materiais de apoio e publicações, em um modelo de parceria entre a sociedade civil organizada, instituições de ensino e governo. Atuando em parceria com gestores da educação de forma colaborativa e participativa, utiliza abordagens como o Design Thinking, que enfatiza empatia, colaboração e experimentação de possibilidades.

Após participar da construção coletiva do compromisso nº 6 da Parceria Governo Aberto do Brasil sobre recursos educacionais digitais, a Iniciativa Educação Aberta articulou a criação de um grupo de trabalho no Ministério da Educação especialmente para discutir REA. Desse grupo emergiram importantes normativas, como por exemplo, a Portaria MEC nº 451 de 2018 que determina que deverão ser sempre abertos os recursos educacionais adquiridos ou produzidos pela Secretaria de Educação Básica.

Outra normativa foi a inclusão dos REA nos editais do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD): recursos complementares do professor já devem ter uma licença aberta. A IEA também vem fomentando a necessidade de um debate em relação a novos modelos para produção e compra de conteúdo no âmbito desse q um dos maiores programas de aquisição de livros didáticos do mundo.Ao longo dos últimos anos, a IEA lançou diversos materiais de formação, incluindo um Caderno sobre REA para professorescursos abertos sobre Educação Aberta, um livro-guia para construção de políticas públicas sobre educação aberta, e mais recentemente um jogo que facilita a construção de políticas públicas para educação aberta.

A página da premiação pode ser encontrada em inglês em: https://www.oeconsortium.org/2019/09/2019-oe-awards-winners-resources-tools-practices/