Chega de dependência: Aplicativos livres para usar na educação

Por meio de um projeto colaborativo entre UEMG e UnB, estudantes de Pedagogia criaram tutoriais sobre aplicativos e redes sociais desenvolvidos em software livre. Os materiais acabam de ser disponibilizadas no portal Escolha Livre, da Iniciativa Educação Aberta.
 
O portal já conta com diversos tutoriais em vídeo para auxiliar alunos e professores a fazer uso de ferramentas e plataformas livres. Agora, conta também com orientações para diversas ferramentas ainda pouco conhecidas por grande parte dos educadores: redes sociais, buscadores, aplicativos de mensagens e muito mais!
 
Os alunos de Pedagogia autores dos novos tutoriais foram orientados pela Profa. Janaina Diniz (UEMG) e pelo Prof. Tel Amiel (UnB), ambos colaboradores da Iniciativa Educação Aberta. O projeto de cooperação entre os dois docentes já entra no terceiro semestre.
 
Os alunos de ambas as instituições se auto-organizam em grupos de trabalho por interesse. Ao longo de 4-6 semanas participam de aulas síncronas, reuniões em grupo com os professores e fazem uso de diversas ferramentas livres como Jitsi e Etherpad para trabalhar em grupo e construir um projeto final, licenciado de forma aberta. 
 
De acordo coma a Profa. Janaina Diniz, o projeto possibilita interação e troca de experiências de estudantes do curso de Pedagogia que estão em instituições distintas e geograficamente distantes. “Para além disso, permite que os futuros professores conheçam, reflitam e usem as tecnologias de forma crítica e emancipatória”.
 
Além de conhecer e utilizar as ferramentas, os alunos produzem relatos e análises críticas, partindo de questões como privacidade, vigilância, liberdade e abertura na educação. 
 
“O projeto me proporcionou oportunidade para desenvolvimento de habilidades na utilização de softwares livres de comunicação, edição e compartilhamento. Possibilitou conhecimentos sobre a importância de ensinar sobre o uso dessas ferramentas na educação, afim de fortalecer a formação e trabalho docente”, ressaltou Ana Lopes, aluna da UEMG, 
 
Foram criados tutoriais de introdução às seguintes plataformas: Pixelfed (compartlihamento de fotos/stories), Peertube (vídeos), Duckduckgo (buscador), Nextcloud (drive), Diaspora (rede social), Mastodon (microblog) e Element (mensagens).
 
O Escolha Livre foi lançado em 2020 pela Iniciativa Educação Aberta com apoio da UNESCO Brasil. Tem como objetivo ser um portal de conhecimento sobre os Recursos Educacionais Abertos e o Software Livre na educação. Agrega tutoriais, podcasts, vídeos e textos que auxiliam professores e alunos a incorporar práticas abertas na educação.

Leadership in Open Education: UNESCO Guidelines and Policy Game

Open Policy Game and UNESCO Guidelines for OER Policy used in course on Open Education Strategies

Students in the new Leadership in Open Education Masters program (UNG/Slovenia) course Open Education Strategies have created detailed analyses of open policy and practices focused on the UNESCO Guidelines for OER Policy (co-written by one of the teachers, Dominic Orr) and the Open Education Initiatives’ Open Education Policy Game (Tel Amiel, of the Open Education Initiative, was co-teacher in the course). The use of both instruments has shown itself as a powerful mechanism to analyze and create a roadmap for OER and Open Education policy for organizations an groups.

As the final assignment of the one semester course (winter 2020/21), students were asked to reflect on an existing case, which they knew well, and to apply what they had learnt in the course to considerations for developing an open education policy for this case. The authors and their academic supervisors are proud to share these reflections with the field in the hope that they may contribute to a rich and comprehensive debate around developing open education policies around the world.

  • The first case, written by Ms. Mojca Drevenšek, aims to foster multi-stakeholder communities around changes in use of clean energies.
  • The second case, written by Ms. Ana Fabjan, drafts an open policy roadmap for an existing online mentoring program entitled “Open Education for a Better World (OE4BW)”

In both cases, the authors are convinced that it is necessary to think comprehensively about developing and implementing a strategy that enables the initiatives to make full use of the potentials of open education and their communities to foster sustainable social innovations.

Both reports, which we hope can inspire similar initiatives, can be found in the LOE community in Zenodo.

Open Education Initiative: Updates and outlook

In these very troubled times, we took some time to reflect and write down a balance of our activities in 2020 and our outlook for 2021. In this short report we align our activities with two important normative documents: the UNESCO OER Declaration (2019) and the MERCOSUR OER Recommendations and Action Plan (2018).

Open Education Leadership course
It is a free and online course for in-service and pre-service and in-service teachers with an active mediation and a 60 hour workload, blending synchronous and asynchronous moments. The objective is to create a network of educational leaders committed to educational transformation through the adoption of concepts and practices of openness and promotion of digital rights. The course is offered by the University of Brasilia, with official certification, conducted by the Open Education Initiative in partnership with UNESCO Brazil. First offer (2020) and two subsequent offers (2021). It parallels our experience in higher education with our Ministry of Education/CAPES Open Education Ambassadors program.
OER Recommendation, focus on (i) sections (a-f), (ii) section (c), (iii) section (b)
MERCOSUR Recommendation item 5.

With support from the UNESCO Brasilia office.

Choose Free! portal
An informative and educational website that points out a range of options and free and open strategies that can assist, mainly teachers, but also students and administrators, in their educational activities. The site contains testimonials from teachers, students and managers about free software and OER; explains and points to useful platforms, systems and applications for education; includes tutorials on how to make use of tools and discusses various types of activities, including virtual conferences, collaborative writing, production of audiovisual resources, file sharing and where to find OER. It also provides Comunica! a space for experimenting free software online tools like video conferencing and collaborative writing (Jitsi, Mumble, Etherpad) that we maintain, showing that can be adopted by institutions.
OER Recommendation, focus on (i) Building capacity, sections (d,e,f), and (ii) section (e)
MERCOSUR Recommendation item 5.

With support from the UNESCO Brasilia office.

Open Services Map – (live, to be launched in the next 2-3 weeks) – an open registry of collectives, companies, startups and service providers that work with open resources and free software focused on education. The map (MSA) facilitates contact between service providers and education managers by promoting the free software universe and open educational resources in education.
OER Recommendation (iv) sections (b,c)

OER Mapping of Latin America
We created a network of undergraduate students who have mentorship on OER, and with support from their mentors have finished updating the OER World Map with all of Latin America and South Africa (services, organizations, policies). Mapping finalized, report forthcoming.Together with UDELAR (Uruguay), UNPA (Argentina) and Tecnológico Comfenalco (Colombia) and UNESCO Chair at North West U (South Africa).
OER Recommendation, focus on (i), sections (a,b), (ii) section (c) and (v) section (a,c,f)
MERCOSUR OER Recommendation – item 1 and 2.

With support from HBZ.

Copyright guidelines during emergency remote education
We have established a small group of experts to influence copyright policies at universities to include OER and flexible interpretations of copyright law. We published what has become a very popular guide on the topic, which has been used by lawmakers and high level university officials. The perspectives highlighted here have been used to frame the policies in two federal universities (with more to come).
OER Recommendation, focus on (i), sections (c,e), (ii) section (e,h)
MERCOSUR OER Recommendation – item 2,3.

Open Education Pocketbook (2020)
A very introductory and user-friendly introduction to Open Education, connecting with other ‘open’ areas of interest
OER Recommendation (i) sections (a,e)
MERCOSUR OER Recommendation – item 5.

Education Under Surveillance Observatory
Part of a research project and informative site that provides up-to-date information on the partnership of public institutions (higher education) and city and state school systems with large corporations associated with surveillance capitalism (Google and Microsoft). It shows that 65% of institutions and systems currently have contracted with such businesses. Provides information, reports, and other educational resources on privacy and digital rights in education. The project is now mapping all of South America in partnership with other universities. Initially supported by Derechos Digitales and South America expansion supported by LAVITS network.
OER Recommendation, focus on (i) section (d) and (ii) section (h)
MERCOSUR OER Recommendation – item 2.

Como criar e compartilhar Recursos Educacionais Abertos acessíveis desde o design?

Infográficos são parte de uma série de materiais para orientar a criação de REA com acessibilidade.

Infográfico que explica a Audiodescrição. Os textos contidos na imagem estão replicados abaixo da imagem para acessibilidade. No topo uma faixa verde com texto branco maiúsculo diz

Conteúdo textual do infográfico: Audiodescrição


Por que fazer?

  • Apoia a construção de significado
  • Pode auxiliar o desenvolvimento de linguagem em crianças

O que fazer?

  • Crie um roteiro de texto de audiodescrição
  • Use adjetivos e advérbios para descrever tudo o que aparece na cena
  • Insira a audiodescrição entre diálogos, sem interferir com outros elementos sonoros;
  • Fale normalmente, evite uma narração robótica ou monótona
  • Use linguagem objetiva e engajada com os demias elementos do audiovisual

Como fazer?

Alguns software livres que podem auxiliar são: Openshot, Kdenlive, e Shotcut.

Saiba mais

Conheça o repositório do Proedu em: proedu.rnp.br.

Para conhecer mais sobre software livre que você pode usar para promover a acessibilidade, conheça o Escolha Livre: escolhalivre.org.br

Infográfico que explica Janela em Libras, texto abaixo repete o que está no gráfico

Conteúdo textual do infográfico: Janela de Libras


Por que fazer?

  • Permite que surdos e ensurdecidos tenham acesso aos conteúdos
  • Complementa a legendagem, pois existem surdos que não leem português.

O que fazer?

  • Não sobrepor quaisquer outras informações sobre a janela
  • Retirar a janela do vídeo em momentos em que não ocorrerem falas ou diálogos
  • Usar roupas contrastantes com a cor do fundo da gravação
  • Usar, de preferência, chroma key ara diexar o fundo da janela transparente
  • Inserir em metade da tela em altura ou em 1/4 da tela em largura, desde que não prejudique a visualização dos elementos do vídeo principal

Como fazer?

Alguns software livres que podem auxiliar são: Openshot, Kdenlive, e Shotcut.

Saiba mais

Conheça o repositório do Proedu em: proedu.rnp.br

Para conhecer mais sobre software livre que você pode usar para promover a acessibilidade, conheça o Escolha Livre: escolhalivre.org.br

Conteúdo textual do infográfico: Legendagem para Surdos e Ensurdecidos

Mídias: animações e vídeos.

Quem favorece?

Pessoas surdas ou ensurdecidas proficientes em Língua Portuguesa, pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O que é?

Transcrição em língua portuguesa, dos diálogos, efeitos sonoros, sons do ambiente e demais informações que não poderiam ser percebidos ou compreendidos por pessoas com deficiência auditiva.

Por que fazer?

  • Permite acesso ao conteúdo disponibilizado na língua portuguesa, em vídeos e animações, para surdos e ensurdecidos bem como favorece o acesso ao conteúdo para pessoas com transtornos neurológicos como TDAH.
  • A legendagem não é um recurso que resolva o problema de acesso a conteúdo de vídeos e animações, pois existem surdos que não leem em português. Legendagem e interpretação/tradução em Libras são complementares.

O que fazer?

  • As legendas devem ser agregadas ao produto original, sem prejuízo a visualização pelo público alvo (surdos e ensurdecidos).
  • Número de linhas: usar no máximo duas linhas de legenda.
  • Para velocidade da fala (no audiovisual) entre 145 e 180 palavras por minuto recomenda-se 32 caracteres em média por segmentação.
  • As linhas das legendas devem estar alinhadas ao centro.
  • As legendas têm em média 3 segundos de duração/exposição na tela.
  • Deve-se editar e resumir o texto quando há muita informação na fala e não há tempo na cena para transcrever literalmente o áudio.
  • Efeitos sonoros, músicas, identificação dos falantes são sinalizados de forma específicas

Como fazer?

Softwares e hardwares necessários: de gravação/edição de áudio e de edição de vídeo. Edição de legendas: Gnome Subtitles, Subtitle Edit, Media Subtitler (não livre), Subtitle Workshop.

Saiba Mais

Sobre o projeto

Para auxiliar no desenvolvimento de REA acessíveis aos mais diferentes públicos, a Iniciativa Educação Aberta está disponibilizando uma série de infográficos. O objetivo do material é sensibilizar e promover a criação de recursos educacionais abertos que garantam a acessibilidade no planejamento e no design

A produção dos materiais de apoio para acessibilidade em REA está sendo liderada pelo Prof. Dr. Raymundo Filho, colaborador do IEA e professor do IFSul, com design de Bruna Gugliano, e apoio do  Prof. Tel Amiel (IEA/UnB). Os conteúdos têm como base a publicação aberta: Recomendação Técnica de Acessibilidade em Recursos Educacionais Digitais disponível no PROEDU.

“A quebra de barreira no acesso à conteúdo educacional é um ponto fundamental para que se promova a permanência e êxito dos alunos com deficiência nos sistemas escolares; sendo que, invariavelmente, a preparação de conteúdo, na rede de educação básica e superior brasileira e mundial, recai sobre o próprio professor. Neste sentido, nos colocamos com a responsabilidade de compartilhar conhecimento sobre esse tema de forma aberta. O conhecimento produzido no projeto do Repositório de Recursos Abertos para Rede de Educacional Profissional, Cientifica e Tecnológica (Proedu) passa a ser compartilhado de forma pública a fim de contribuir para o acesso universal à educação e que os conteúdos produzidos com acessibilidade possam ser utilizados, adaptados e remixados seguindo as premissas da Educação Aberta”, ressalta o Prof. Raymundo Filho.

Acessibilidade e inclusão compõem um dos cinco objetivos principais da Recomendação REA da UNESCO. O documento, aprovado pela Conferência Geral da UNESCO em 2019, incentiva o acesso a recursos educacionais abertos de qualidade, para todos:

(iii) acesso efetivo, inclusivo e equitativo à REA de qualidade: apoiar a adoção de estratégias e programas, inclusive através de soluções tecnológicas relevantes que garantam que a REA em qualquer meio seja compartilhada em formatos e padrões abertos para maximizar o acesso equitativo, a cocriação, a curadoria e a possibilidade de encontrá-los, inclusive para aqueles que fazem parte de grupos vulneráveis e pessoas com deficiência

Plataformas de comunicação livres

Ao escolher uma plataforma para comunicação com seus alunos, considere trabalhar com serviços baseados em software livre e cujo modelo de negócio não seja baseado na coleta, tratamento e venda de dados. A coleta e uso comercial de dados pode ter impactos imprevistos sobre a privacidade de professores, alunos e instituições.

O gráfico abaixo divide os serviços de comunicação de acordo com dois critérios: grupos grandes (palestras, grupos com todos os alunos) ou grupos pequenos (grupos de trabalho, mentoria). Encontre no quadrante sugestões de sistemas para experimentar e conhecer!

Está disponível em formato médio para compartilhar. Clique com o botão direito para baixar a versão grande (PNG) e, para remixar, o arquivo fonte feito no software livre Inkscape (SVG). Colocamos também o texto integral para promover a acessibilidade da imagem.

Privado/Pequenos
Aplicativos de mensagens são bons para comunicar via texto em grandes grupos e para fazer videoconferências em pequenos grupos.
SIGNAL é o padrão em termos de privacidade e segurança.
JITSI é um sistema de vídeoconferência que pode ser usado de forma privada ou pública (com link) pelo celular ou web.

Privado/Grandes
Serviços como ELEMENT (baseados no protocolo MATRIX) e JAMI (mais experimental) permitem criar canais de bate papo em texto, áudio e vídeo apropriados para grandes grupos.
O uso de AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) como MOODLE, constitui um espaço privado de interação entre alunos e pode ser integrado com serviços como JITSI.

Publico/Grandes
Experimente redes sociais livres como MASTODON (similar ao Twitter) ou FRIENDICA e DIASPORA (similares ao Facebook). Diversos servidores estão disponívies e usualmente tem poucos usuários e moderação de conteúdo.
MUMBLE é um sistema para comunicação em áudio em salas públicas para pequenos e grandes grupos.
FREENODE é um espaço web baseado em IRC, para bate papo em texto.

Direito Autoral e Educação Aberta e a Distância: Perguntas e Respostas

A Iniciativa Educação Aberta publica o Guia Direito Autoral e Educação Aberta e a Distância Perguntas e Respostas para educadores e instituições de ensino. O Guia apresenta perguntas e respostas a uma série de preocupações relacionadas ao uso, produção e publicação de recursos educacionais que se tornaram urgentes em tempos de pandemia. Na medida em que cresce o uso de sistemas institucionais e plataformas externas para interação e publicação de conteúdo, a preocupação com os direitos autorais se torna central.

O Guia foi criado pelo Prof. Dr. Allan Rocha de Souza (UFFRJ/ITR | UFRJ/PPED) do Núcleo de Pesquisa em Direitos Fundamentais, Relações Privadas e Políticas Públicas (NUREP) e Proprietas, e pelo Prof. Dr. Tel Amiel (FE/UnB), Coordenador da Cátedra UNESCO em Educação a Distância.

O texto parte de uma interpretação não restritiva da Lei de Direitos Autorais (1998). Ao longo do texto os autores apontam decisões judiciais, normas institucionais, exemplos de políticas e outras normativas que vão ao encontro essa posição, defendendo um equilíbirio entre a proteção e o acesso, a exclusividade e a liberdade de usos. A principal recomendação do Guia é que, nesse momento, é “imprescindível que instituições se organizem para deliberar e definir diretrizes que são essenciais para a educação aberta e a distância”.

Diversas perguntas importantes são abordadas, incluindo:

  • As normas de direitos autorais que valem para o ensino presencial também se aplicam no ensino online?
  • Que tipos de materiais docentes podem usar no decurso de suas aulas?
  • Posso usar de material preexistente de terceiros na produção de material educacional novo?
  • Posso adaptar material existente – didático ou não – para fins de permitir a acessibilidade por pessoas com deficiência?
  • No caso de uso de material de terceiros, como fazer a atribuição de créditos?
  • Artigos, livros e outros recursos de terceiros podem ser disponibilizados em plataformas institucionais para uso em aulas?

Acesse o guia, que tem uma licença CC-BY, e está em formato PDF. 

Planilha comparativa destaca exceções e limitações aos direitos autorais no Mercosul

Documento integra a agenda de colaboração firmada em 2018 entre países do MERCOSUL para a disseminação da pauta da educação aberta na região


A partir de agora ficou mais ágil consultar quais são as exceções e limitações aos direitos autorais em diferentes países da América Latina. Uma planilha criada pelo Núcleo de Recursos Educativos Abertos y Accesibles do Espaço Interdisciplinar (UdelaR /Uruguay), em parceria com a Cátedra UNESCO em EaD (Brasil), acaba de ser disponibilizada e abrange, inicialmente, a região do MERCOSUL.  Trata-se de um dos desdobramentos do documento de cooperação resultante do Seminário REA do Mercosul, organizado pela UNESCO em 2018.

“Entendemos que, dada a complexidade do tema e a necessidade de informação sistematizada, a planilha será muito útil para organizações educacionais e culturais (bibliotecas, arquivos, museus), assim como empresários, pesquisadores, jornalistas, dentre outros atores”, explicou Patricia Díaz Carquero do Núcleo REAA.

A planilha, organizada em três tabelas, resultou do projeto “Acesso ao conhecimento e à cultura no MERCOSUL” do Núcleo REAA da UdelaR e integra a Tese de Mestrado em Relações Internacionais da advogada e Mag. Patricia Díaz Charquero.

A planilha pode ser acessada aqui. Veja uma análise dos dados no site da Cátedra UNESCO em EaD.

Iniciativa Educação Aberta integra Coalizão Global para REA da UNESCO

Denominada OER Dynamic Coalition, a nova estratégia do órgão multilateral focado em educação reúne instituições de diferente países efetivamente comprometidas com a implementação da Recomendação sobre Recursos Educacionais Abertos, aprovada na Conferência Geral, em novembro de 2019


A Iniciativa Educação Aberta é uma das 25 organizações mundiais especializadas que integram uma nova coalizão da UNESCO, a OER Dynamic Coalition ou Coalizão Dinâmica para REA que acaba de ser lançada. O objetivo é avançar a implementação de Recursos Educacionais Abertos (REA) em escala global, como resultado das discussões do 2º Congresso Global de REA ocorrido na Eslovênia em 2017 e, mais recentemente, da aprovação unânime da Recomendação REA da UNESCO, na Conferência Geral da UNESCO em 2019.

A Coalizão tem por objetivo reunir esforços visando a expansão e consolidação dos compromissos de implementação de políticas de recursos educacionais abertos, além de promover e reforçar a importância da cooperação internacional em torno do tema. Dentre os princípios norteadores das ações, destacam-se igualdade de gênero, distribuição geográfica e participação aberta e acessível para fomentar o compartilhamento de idéias, informações e conhecimentos.

A organização do trabalho será por meio de 4 grupos dedicados às seguintes áreas:

  1. Capacitação de atores para criar, acessar, reutilizar, adaptar e redistribuir REA;
  2. Desenvolver políticas públicas de apoio à REA;
  3. Incentivo à REAs inclusivos e equitativos, de qualidade;
  4. Estimular a criação de modelos de sustentabilidade para a REA; e
  5. Promover e reforçar a cooperação internacional em torno dos REA

Os REA são vistos como um pilar de uma educação inclusiva, equitativa, de qualidade para todos – parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da UNESCO. Integra ainda as estratégias de inovação digital da UNESCO em tempos de COVID-19.

Veja a chamada completa (ingles).

New mapping shows exposure of educational institutions in Brazil to ‘surveillance capitalism’

New mapping initiative shows exposure of Brazilian education to “surveillance capitalism”

The Educação Vigiada (Education Under Surveillance) project shows that 65% of public universities and state education offices are exposed to “surveillance capitalism”. The project calls attention to the lack of transparency and regulation in public-private relations in technological platforms and services, compromising users’ rights such as privacy and the protection of personal data. Official launch with live transmission will take place on March 26th.


See this post in Portuguese.

As universities and school systems suspended classes, in a collective effort to contribute to reduce the transmission of COVID-19, a large number of tech companies and platforms begin offering tools for distance education as a way to maintain educational activities. Many of them provided ‘free’ services to encourage use of their systems and services.

But the battle for the attention of educators and managers of education institutions in Brazil is not new. Mapping carried out by two research centers at the Federal University of Pará (UFPA) and the Open Education Initiative (UNESCO Chair in Distance Education at the University of Brasilia (UnB) together with the Educadigital Institute) reveals that 65% of public universities and state offices of education are exposed to so-called “surveillance capitalism,” a term used to designate business models based on the extensive extraction of personal data by algorithms and artificial intelligence techniques in order to obtain predictions about user behavior, using this information to offer and sell products and services.

This mapping initiative aims to draw attention to the lack of regulation of partnerships established by public education with commercial organizations, which compromise the right to privacy and personal data protection of citizens, particularly children and adolescents. “These partnerships do not involve the expenditure of financial resources by the public administration. However, there is a hidden value extracted from the collection of our data and metadata,” explains Professor Tel Amiel, of the University of Brasilia and coordinator of the UNESCO Chair in Distance Education.

Acts of solidarity in moments of crisis are welcome. But one must question the responsibility of public entities in accepting services for “free” without an analysis of the context and the trade-offs involved. The issue of surveillance began to gain prominence in the news stating with the revelations of former U.S. National Security Agency (NSA) officer Edward Snowden, showing that the U.S. government maintained a mass espionage program of its citizens, and authorities in other countries.

Recent movies like “The Great Hack” and a film about Snowden’s story have made clear the way in which personal data collected persistently and extensively is the profit-making engine of the planet’s most famous technology corporations, like Google and Facebook. “Since we can’t find information on how these partnerships take place within the public administration, neither through government nor through companies, we created a program to access the e-mail server of educational institutions and know whether the servers are allocated to external addresses of companies, or under the control of the educational institutions themselves,” explained Professor Leonardo Cruz, of the Amazonian Laboratory for Socio-Technical Studies at UFPA and researcher of the Latin American Network of Studies on Surveillance, Technology and Society (LAVITS Network).

Educação Vigiada is part of a project entitled “Surveillance Capitalism and Brazilian Public Education” which aims to alert society to the lack of transparency in the terms accepted by public entities regaridng free services offered by these companies. Professor Filipe Saraiva, of the Free Software Competence Center (CCSL) at UFPA, the current scenario that disincentives the financing of public education and promoted a reduction to university budgets, the institutions simply adhere to ‘free’ products and push them onto the educational community from a perspective of ‘innovation’ and ‘quality’. “But we must be cautious,” he says. “In their eagerness to solve immediate and urgent problems, managers and teachers often fail to see that much of the inability of institutions to respond to the demands of systems and services is due to the scrapping of structures and support teams in favor of ‘free’ external solutions.

The executive director of the Educadigital Institute, Priscila Gonsales, recalls that in the case of basic education, the problem is even greater because it involves children and adolescents. “In August, the General Law on Personal Data Protection (LGPD) comes into force, which brings a specific article on data protection for this group, so schools need to rethink their role in relation to the choices they make, as well as promoting professional development for teachers and teaching students on the importance of this issue.”

According to researchers involved in the initiative, once public-private partnerships are established and service migrations are made, such as institutional e-mails, it is very difficult for institutions and networks to reverse their dependency on these new systems.

Educação Vigiada received support from the Chilean organization Derechos Digitales, through the Rapid Response Fund, and presents updated research data, in addition to additional information and recommendations for different actors in the school community (managers, teachers, parents, and students). Learn more at: www.educacaovigiada.org.br

Follow the launch of the project live (in Portuguese). Leave your email in this link to be notified!

Guia de bolso da Educação Aberta

Uma das nossas principais linhas de atuação é a sensibilização e formação em torno da Educação Aberta. Um dos nossos primeiros recursos em formato impresso e digital foi o Caderno REA para professores.

Com a crescente incorporação de plataformas, redes sociais e serviços online nos processos de ensino e aprendizagem, o conceito de ‘abertura’ se tornou um dos temas de maior relevância para numa educação inclusiva, acessível e de qualidade para todos. O Guia de Bolso da Educação Aberta foi criado para proporcionar uma rápida introdução sobre o universo da Educação Aberta (EA) e dos Recursos Educacionais Abertos (REA). É uma leitura leve, introdutória e atualizada. O guia aborda a relação de EA/REA com com outras tantas áreas associadas, como o software livre, a ciência aberta e os dados abertos. Discute temas práticos como a seleção de licenças e os formatos abertos. Apresenta o protagonismo brasileiro em políticas públicas na área de educação aberta. Ao final, convidamos gestores, professores, alunos e empreendedores a conhecer mais sobre o tema através de diversos links e fontes de informação.

O Guia tem uma licença livre e foi desenvolvido por uma das Embaixadores REA (Debora Furtado, CEAD/UnB) e por Tel Amiel (Cátedra UNESCO em EaD/UnB) com o apoio do CEAD/UnB.

O Guia está disponível em: https://educapes.capes.gov.br/handle/capes/564609.