O GEPET do Instituto Federal Sertão-PE abre inscrições para ciclo de palestras

Repositórios e Recursos Educacionais Abertos estão entre temas propostos


Estão abertas as inscrições para o ciclo de palestras do Grupo de Estudos e Pesquisas em Práticas Educacionais Tecnológicas (GEPET), que ocorrerá no Campus Salgueiro do IF Sertão-PE, um vez por mês entre o dia 18/11/2015 a 01/06/2016, sempre às quartas-feiras das 17:30 às 19h. Faça já sua inscrição aqui.

Conforme o cronograma a seguir:

1- O que é preciso saber sobre Libras e os surdos (Data: 18/11/2015)
2- Metodologia Científica (Data: 09/12/2015)
3- Letramento e tecnologia (Data: 27/01/2016)
4- Ferramentas computacionais de suporte a pesquisas (Data: 17/02/2016)
5- Libras: Comunicar é Preciso (Data: 16/03/2016)
6- Repositórios de recursos educacionais (Data: 09/04/2016)
7- Possibilidades pedagógicas com os Recursos Educacionais Abertos (Data: 04/05/2016)
8- Ferramentas de autoria no desenvolvimento de recursos educacionais (Data: 01/06/2016)

Saiba mais: GEPET

Programa Paranaense de Práticas e Recursos Educacionais Abertos (REA Paraná) comemora 1 ano

II Semana de Educação Aberta comemorou 1 ano do Programa REA Paraná


Em novembro aconteceu a II Semana de Educação Aberta organizada pela Coordenação de Integração de Políticas de Educação a Distância, evento em comemoração aos 15 anos da EaD na UFPR e ao 1º ano do Programa REA Paraná.

O evento contou com palestras sobre Recursos Educacionais Abertos e EAD e oficinas sobre Produção de Videoaulas, Direitos Autorais, Educação Aberta, Ambientes Virtuais de Aprendizagem. O caráter interinstitucional do evento oportunizou aos participantes conhecer as ações que estão sendo realizadas nas instituições que participam do REA Paraná, tanto na produção de Recursos Educacionais Abertos quanto em Educação a Distância.

Entre os dias 20 de outubro e 24 de novembro, o Programa Paranaense de Práticas e Recursos Educacionais Abertos (REA Paraná) promoveu o primeiro curso de Práticas Educacionais Abertas. O curso foi ofertado totalmente online e teve por objetivo oferecer e construir um espaço de formação sobre Práticas e Recursos Educacionais Abertos a professores, pesquisadores e interessados no tema que façam parte das Universidades Estaduais e Federais do Paraná.

O curso foi dividido em quatro módulos e foram trabalhados os temas Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), Recursos Educacionais Abertos (REA), Fenômeno REA e MOOC.

Saiba mais: http://reaparana.com.br/

Curso Recursos Educacionais Abertos: educação e tecnologias

SESC – SP oferece atividade sobre panorama teórico e breves experimentações na produção e publicação de REA


Desde 2002 a Unesco tem promovido os recursos educacionais abertos como forma de democratização do acesso à educação. Segundo definição cunhada em 2012 pela agência e a Commonwealth of Learning: “Os REAs são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia que estão sob domínio público ou são licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam acessados, utilizados, adaptados e redistribuídos por terceiros. O uso de formatos técnicos abertos facilita o acesso e reúso potencial dos recursos.” Podem ser vídeos, livros didáticos, jogos, aplicativos e quaisquer outros recursos.

Neste curso intenciona-se apresentar o quadro teórico para a existência deste movimento e suas implicações legais, educacionais e tecnológicas. Além de proporcionar atividades de experimentação prática: busca de conteúdos e plataformas, adequação às diferentes necessidades educacionais, autoria de objetos e obras didáticas e publicação em formatos e licenças abertas de direito autoral.

Programa

9/11Acesso à Educação na Cibercultura: educação popular,  educação aberta,   qualidade na educação, cibercultura.
Com Nelson Pretto.

10/11 – Produção de Objetos Educacionais Digitais: busca de conteúdos relevantes, usos pedagógicos dos objetos, remixagem, plataformas de publicação.
Com Liráucio Girardi Jr.

16/11 – Direitos Autorais: todos/alguns direitos reservados: noções de autoria,  breve histórico dos direitos autorais (lei 9610/98) e propostas de reformulação,  Commons, licenças flexíveis de direitos autorais,  interoperabilidade legal, domínio público.
Com Débora Sebriam.

17/11 – Formatos e Protocolos Abertos: softwares livres, padrões técnicos abertos, interoperabilidade técnica.
Com Haydee Svab.

24/11 – Recursos Educacionais Abertos: o que são REAs: as quatro liberdades, iniciativas, políticas públicas no Brasil e no mundo, onde encontrar e como compartilhar.
Com Tel Amiel.

30/11 – Produção e Publicação de Recursos Educacionais Abertos: adequação a formatos abertos, licenciamento em Creative Commons, publicação em plataformas ou repositórios abertos.
Com Bianca Santana.

Informações Gerais

Data
09/11/2015 a 30/11/2015

Dias e Horários
9, 16, 17, 24/11. Segundas e terça, 19h30 às 21h30.
10 e 30/11. Segunda e terça, 14h às 18h.

Valores
R$ 24,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 40,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 80,00 – inteira

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Acesse: Recursos Educacionais Abertos: educação e tecnologias

Revista em Aberto traz o tema dos movimentos colaborativos e abertos

Publicado em Gedai | CC-BY-SA

Este número 94 da Revista Em Aberto que  é dedicado ao tema Movimentos colaborativos e abertos, tecnologias digitais e educação, foi organizado por Maria Helena Bonilla e Nelson De Luca Pretto,  discute códigos, sistemas, padrões, acessos, arquivos, tudo aberto, suas potencialidades para os processos colaborativos e suas relações com a educação. Para tanto traz pesquisadores da área da Educação, da Comunicação, da Cultura, do Direito, da Computação, da Administração e do Direito.

Sumário da Revista Em Aberto – número 94 – ISSN 0104  1037 (impresso) 2176  6673 (on line)

Movimentos colaborativos, tecnologias digitais e educação

Autor: Maria Helena Bonilla; Nelson De Luca Pretto (Organizadores)

– As dimensões do Social Learning, por Mario Pireddu (Università degli Studi Roma Tre e Università di Lingue e Communicazione, Milão, Itália)

– Redes sociais digitais: privacidade, intimidade inventada e incitação à visibilidade, por Edvaldo de Souza Couto (UFBA)

– Políticas públicas de banda larga, por Veridiana Alimonti (Intervozes, São Paulo)

– Padrões, códigos e formatos na Educação, por Sérgio Amadeu da Silveira (UFABC)

 – Um “bazar” organizado e educativo? A experiência de uma comunidade online de hackers e do seu modelo aberto de aprendizagem, à luz da teoria da dádiva, por Genauto C. França Filho e Vicente Aguiar (UFBA)

– Direito autoral e licenciamentos criativos, por Marcos Wachowicz (GEDAI/UFPR)

– O contexto da abertura: Recursos educacionais abertos, cibercultura e suas tensões, por Tel Amiel e Tiago C. Soares (Unicamp)

– Produção colaborativa de materiais educacionais para educação básica, por Bianca Santana (Instituto Cultura Digital, São Paulo)

– Cibercultura e educação básica, por Edméa Oliveira dos Santos (UERJ)

 – Software livre e formação docente, por  João Batista Carvalho Nunes (UECe)

– Aprendizagem em rede: um toque na tela, por Rosária Ilgenfritz Sperotto, Maria Simone Debacco e Christiano Martino Otero Ávila (UFPel)

 – Reflexiones sobre colaboración y cultura digital: experiencias en escuelas primarias de la Ciudad de Buenos Aires, por María F. Ripani (Argentina)

Sinopse:
Nos últimos anos, em todo o mundo e em todas as áreas do conhecimento, a partir da presença marcante das tecnologias de informação e comunicação, surgiram diversos movimentos em torno dos processos colaborativos e do acesso aberto aos bens culturais, científicos e educacionais.

A Revista Em Aberto 94 apresenta o tema: Movimentos colaborativos, tecnologias digitais e educação com o objetivo de proporcionar uma importante reflexão sobre a necessidade da área de educação investir tanto na compreensão desses movimentos e processos como também nas potencialidades que carregam. Para essa edição também foi criado o site, hospedado pela UFBA, onde o debate estará aberto para a interação:(http://www.emabertohackeado.ufba.br/)

Os textos na integra encontram-se apontados para o site do INEP: http://www.publicacoes.inep.gov.br/portal/download/1322

PARA ACESSAR O ARTIGO COMPLETO EM PDF, clique aqui.

Oficina de Direito Autoral e REA: movimentos rumo à democratização do conhecimento

No dia 20 de outubro de 2015 será realizada a OFICINA DE DIREITO AUTORAL: Recursos Educacionais Abertos na Universidade Federal do Paraná – UFPR, no Salão Nobre da Faculdade de Direito, situada na Praça Santos Andrade, n. 50, 1º andar, em Curitiba. Horário: 13:30h às 18:00h – Carga Horária: 5 horas/aula.

O evento é uma atividade realizada pelo Grupo de Estudos de Direito Autoral e Industrial – GEDAI/UFPR, organizada pelos professores Marcos Wachowicz e Marcia Carla Pereira Ribeiro, em parceria com a Coordenação de Integração de Políticas de Educação à Distância – CIPEAD/UFPR., Programa Paranaense de Práticas Educacionais Abertas (REA Paraná), e conta com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Direito PPGD/UFPR, do Centro Acadêmico Hugo Simas – CAHS, da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino – CAPES e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.

OBJETIVO DAS OFICINAS:

A produção dos Recursos Educacionais com o avanço das novas Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC`s) proporcionou arranjos diferentes em várias áreas do conhecimento, principalmente no campo educacional.

Atualmente na evolução das práticas de ensino-aprendizagem observa-se um movimento rumo à democratização do conhecimento, permitindo acesso técnico-científico extremamente vantajoso ao indivíduo, reduzindo fronteiras que limitavam o acesso aos Recursos Educacionais imprescindíveis para o seu desenvolvimento e formação.

A produção do conhecimento e a pesquisa acadêmica são atividades fins da universidade ensejando uma constante atualização e capacitação da comunidade acadêmica para o uso adequado das metodologias, bem como dos novos recursos tecnológicos, tudo para otimizar e potencializar os esforços intelectuais originais.

O movimento dos Recursos Educacionais Abertos surge para ofertar a todos a possibilidade de explorar o conhecimento sem a intermediação tradicional que de certa forma restringia o acesso e centralizava a disseminação da ciência mundial, condicionando o aluno/pesquisador a poucas ou limitadas opções.

A OFICINA DE DIREITO AUTORAL e RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS apresentará uma analise sobre a tutela jurídica na produção dos materiais de ensino, no tocante:

  • aos materiais de ensino destinados à aprendizagem que estejam inseridos em quaisquer suportes (digitais ou outros);
  • aos conteúdos que se situem ou não em domínio público e que sejam trabalhados nos materiais REA;
  • as licenças existentes nos materiais para que sejam divulgados sob licença aberta que permita o acesso, o uso, a adaptação e redistribuição gratuitos, por terceiros;
  • as eventuais restrições no âmbito da estrutura existente dos Direitos de Propriedade Intelectual, tais como se encontram definidos por convenções internacionais no que toca aos Recursos Educacionais Abertos.

EXPOSITORES:

  • Marcos Wachowicz – GEDAI/UFPR,
  • José Augusto Fontoura Costa – USP
  • Alexandre Pesserl – GEDAI/UFPR.

O objetivo da oficina é apresentar o Direito Autoral e sua tutela jurídica dos Recursos Educacionais Abertos (REA), para construção de sistemas tecnológicos que otimizem o acesso à cultura ao conhecimento e a educação, com a difusão e circulação das obras educacionais não apenas no espaço físico das escolas e universidades, mas nos mais variados círculos culturais e redes sociais com vistas a democratização do ensino e acesso aberto ao conhecimento.

PÚBLICO ALVO:

Acadêmicos, pedagogos, professores e demais profissionais graduados em outras áreas que atuem ou desejem atuar em editoras no desenvolvimento de Recursos Educacionais Aberto na elaboração de materiais didáticos.

Confira todas as informações completas sobre o evento no site: www.gedai.com.br

VAGAS LIMITADAS – INSCRIÇÕES GRATUITAS

INSCRIÇÕES pelo site : www.ppgd.ufpr.br

Informações por e-mail: gedai.ufpr@gmail.com

Estudantes da USP desenvolvem ferramentas livres para auxiliar o ensino de computação

Já estão à disposição de professores e estudantes 19 Recursos Educacionais Abertos (REA) que explicam conceitos básicos sobre sistemas operacionais


Publicado originalmente em ARede.educa | CC-BY-SA

Um professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP São Carlos propôs a estudantes de graduação e pós-graduação que desenvolvessem Recursos Educacionais Abertos (REA) para auxiliar o ensino de conceitos da área de computação. Foram criadas 19 ferramentas gratuitas, já disponíveis para usar e baixar.

“Temos alunos mais felizes, com aquele sentimento que vai além da satisfação de ter aprendido algo novo, porque eles sabem que também estão contribuindo para que mais estudantes aprendam. Isso não tem preço”, diz o educador Paulo de Souza. “O principal desafio foi conciliar o assunto a ser ensinado com o propósito educativo. Precisamos não apenas compreender a fundo os conceitos da disciplina, mas também planejar a melhor forma de expor as informações aos usuários para que tivessem uma experiência divertida”, diz Elisa Marcatto, estudante de engenharia de computação. Ela desenvolveu, juntamente com mais três colegas – Denilson Marques Junior, Lucas Tomazela e Victor Nunes –, uma animação chamada MEEG.

O grupo decidiu usar dois gatinhos, uma geladeira e garrafas de leite para mostrar como os processos devem ser executados por um sistema que roda dentro de um computador. Na animação, o usuário vai perceber que apenas um gatinho pode pegar as garrafas de leite da geladeira por vez ou devolvê-las. É isso que acontece também em um sistema operacional: o fluxo dos processos à memória do computador precisa ser controlado de forma similar ao fluxo dos gatinhos à geladeira.

De acordo com Souza, pode ser classificado como REA, todo conteúdo educativo disponibilizado de forma que qualquer pessoa possa usá-lo, aprimorá-lo, recombiná-lo e distribui-lo. “É bom lembrar que nenhuma dessas ferramentas foi feita para substituir o professor, mas sim para auxiliá-lo em sala de aula”, destaca Souza.

Os alunos também criaram um simulador que reúne cinco filósofos em uma mesa circular. Todos eles querem comer sushi com hashis. Cada filósofo precisa de dois hashis – o que está à direita e o que está à esquerda – para conseguir comer o sushi. O problema é que essas varetas são um recurso limitado e, se todos decidirem comer ao mesmo tempo, não haverá hashis suficientes. Eles precisam encontrar uma solução e sincronizar o momento de cada um comer a fim de que ninguém morra de fome. Esse também é um problema enfrentado pelos programadores quando constroem um sistema operacional: é preciso pensar que os processos acessarão recursos limitados do computador para executar suas tarefas e, se todos decidirem acessá-los ao mesmo tempo, haverá um impasse.

“Eu nunca tinha passado por nenhuma experiência semelhante, foi um trabalho inovador em todos os quesitos e um dos que eu mais gostei de fazer na USP. O professor nos deixou escolher o tema e tivemos a liberdade de desenvolver como queríamos, o que tornou o projeto ainda mais interessante”, conta Jéssika Darambaris, aluna de engenharia de computação que desenvolveu, junto com os colegas Andressa Andrião e Raphael Ferreira, a simulação do jantar dos filósofos.

Jéssika explica que o projeto serviu como uma excelente ferramenta de aprendizado para o grupo de estudantes, uma vez que foi necessário mergulhar de cabeça no problema para a criação do simulador: “Além disso, também servimos de público-alvo da metodologia: houve uma aula reservada para apresentação de todos os projetos criados e, após assisti-los, notei que contar com uma ferramenta gráfica facilita o entendimento do conceito, ou seja, auxilia no ensino e no aprendizado em sala de aula”.

Desafio motivador

O professor Paulo de Souza provocou seus alunos: “Sabe aquela aula que eu dei e você odiou? Eu desafio você a fazer uma melhor”. No primeiro semestre deste ano, o desafio foi lançado a duas turmas para as quais ele estava ministrando aulas sobre sistemas operacionais, abrangendo cerca de 50 alunos do curso de engenharia de computação e dez do Programa de Pós-Graduação em ciências de computação e matemática computacional. Cada turma foi dividida em grupos, o que resultou na criação das 19 ferramentas, sendo 14 desenvolvidas por graduandos e 5 na pós.

Com a finalidade de avaliar a relevância das ferramentas para o ensino, sua interface, seu processo de instalação e demais características, o professor criou um formulário que foi respondido por mais de 773 professores e alunos do ICMC e de instituições parceiras. “A média geral obtida nas avaliações chegou a 8,4. Considerando que a maioria dos desenvolvedores são estudantes com apenas dois anos de curso, o resultado é excelente”, comemora Souza.

O professor Luis Nakamura ministra a disciplina de sistemas operacionais no campus de Catanduva do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo e tem usado as ferramentas criadas pelos alunos do ICMC em sala de aula: “Eu não conhecia REA até o professor Paulo me convidar a avaliá-los. São excelentes, pois os alunos podem modificá-los, alterando as configurações e os cenários apresentados para realizar testes e ver o que acontece com o funcionamento do sistema”.

Outra vantagem destacada por Nakamura é que as ferramentas ficam disponíveis para os estudantes mesmo depois que a aula acaba. “Eles podem acessá-las e estudar no momento mais adequado. Nas aulas, explico o conteúdo da forma que estou acostumado, usando o quadro e os slides, e reforço a explicação com os REA. Alguns são bem atrativos e chamam muito a atenção dos alunos”, conta Nakamura, que faz doutorado no ICMC.

Desempenho nota 10

A ideia de motivar os alunos a criar REA surgiu depois do desenvolvimento do Amnesia, um simulador usado para explicar como funcionam as memórias em um computador. Alunos de graduação e de pós-graduação que atuam no Laboratório de Sistemas Distribuídos e Programação Concorrente (LASDPC) do ICMC estão desenvolvendo o simulador desde 2007, sob orientação dos professores Paulo de Souza e Sarita Bruschi.

A partir do uso do Amnesia em sala de aula, os docentes notaram o quanto esse tipo de ferramenta poderia ser útil para o ensino na área de computação. “O que nós estamos tentando fazer é melhorar o ensino não só na USP, mas em outros lugares”, diz Souza, que também contou com a colaboração dos professores Ellen Barbosa e Júlio Estrella durante o desenvolvimento do projeto.

Para comprovar a eficácia do novo método de ensino, Souza comparou as notas obtidas pelas duas turmas em que empregou a metodologia com o desempenho dos alunos em semestres anteriores. “Com a nova metodologia, eu alcancei 100% de aprovação, mantendo o mesmo nível de dificuldade da disciplina: aplicando provas semanais e bimestrais. Anteriormente, cheguei a reprovar 80% dos estudantes”, revela Souza.

Neste semestre, o projeto continua com outras duas turmas, alcançando aproximadamente 100 alunos do curso de ciências de computação. “O desafio deles agora é maior ainda porque vão querer produzir algo melhor do que seus antecessores”, diz o professor. Depois dos primeiros seis meses aplicando a nova metodologia de ensino, Souza compartilha seu aprendizado: “Eu acho que as aulas não são perfeitas, mas se tentarmos e houver comprometimento, podemos melhorar. Meu papel aqui é fazer o aluno querer aprender. Quando o professor e os alunos querem, acontece”. (Denise Casatti – assessoria de imprensa do ICMC)

Para baixar: http://rea.lasdpc.icmc.usp.br/pt/reas/

Controladoria realiza consulta pública sobre a Política de Licenciamento dos conteúdos da administração municipal

Documento será lançado em evento na próxima terça-feira (6/10); texto da consulta já está aberto para contribuições.


A Prefeitura de São Paulo, por meio de sua Controladoria Geral (CGM-SP), abriu na quarta-feira (30/9) uma consulta pública para discutir a política de licenciamento para todos os tipos de conteúdos produzidos por seus órgãos e entidades, bem como por eventuais parceiros conveniados com o Município.

Já aberto para contribuições na plataforma São Paulo Aberta, o documento será discutido na próxima terça-feira, 6/10, em um encontro a ser realizado no Arquivo Histórico Municipal. Faça aqui sua inscrição (vagas limitadas).

Fruto de uma parceria entre a CGM e o Colaboratório de Desenvolvimento e Participação (Colab) da Universidade de São Paulo (USP), essa discussão deve resultar em um documento público que servirá como base para as recomendações de licenças específicas a serem utilizadas pelos órgãos e entidades da administração pública municipal.

Por que discutir licenças?

Licenças são um tipo de certificado que regula o uso, a cópia, a distribuição e a comercialização de uma determinada obra. Elas foram criadas para proteger os direitos dos autores sobre suas respectivas obras, pois definem quais ações são proibidas e quais são permitidas em relação a dado material. Existem as licenças proprietárias, como o copyright, que definem “todos os direitos reservados” aos autores; e também as licenças livres, que podem reservar alguns direitos, mas se dedicam principalmente a regulamentar as permissões dos usuários e/ou replicadores.

Diariamente, centenas de materiais são produzidas pelas secretarias, empresas públicas e autarquias municipais. Boa parte delas é apropriada, manipulada e reutilizada pela sociedade civil e pelo setor privado — como é o caso da imprensa, das comunidades hackers e das empresas especializadas em extração, manipulação e otimização de dados, por exemplo.

Entre os tipos de conteúdo, estão textos, imagens, vídeos, planilhas, tabelas, dados estruturados, procedimentos, obras artísticas e científicas, mapas, softwares etc. Em todos esses casos, é possível perguntar: as informações públicas podem ser utilizadas livremente? É preciso pedir algum tipo de autorização para trabalhá-las, ou mesmo republicá-las? Caso sejam republicadas, é necessário citar a fonte? É permitido cobrar por informações extraídas de dados públicos?

Tais questões só serão solucionadas por meio da implementação de uma política de licenciamento clara e precisa, que aponte para os tipos de licença mais adequados à circulação do conhecimento, tendo em vista o contexto desta administração pública municipal.

Contribua! Acesse aqui a consulta pública!

Debate sobre a Política de Licenciamento da Prefeitura de SP
Onde:
Arquivo Histórico Municipal (Praça Cel. Fernando Prestes, 152, metrô Tiradentes)
Quando: 6/10, terça-feira, a partir das 18h30 (Café de recepção às 18h)
Inscrições: gratuitas, por meio deste formulário.

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*Texto publicado originalmente em: CGM – Controladoria Geral do Município

Professor brasileiro é convidado pela Casa Branca para workshop sobre educação aberta

O Professor Murilo Mendonça, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) de Tubarão, membro  ativo da comunidade brasileira de Recursos Educacionais Abertos, membro-diretor do Open Education Consortium, participará de um  de um workshop sobre educação aberta oferecido pela Casa Branca, nos Estados Unidos, no dia 28 de setembro.

O evento tem trazido grande interesse da mídia catarinense sobre o assunto. Na última semana, além de diversas entrevistas para jornais e portais de internet, o Prof. Murilo participou do programa regional de TV, Olhares. Veja a entrevista à partir do 12m18s.

Veja também:
Diário Catarinense

REA: entenda o que são recursos educacionais abertos

Por Fernanda Duarte / Edição:Ana Elisa SantanaFonte:Portal EBC / Licença:CC-BY

Uma das tendências que emergem com o surgimento da internet e o uso das mídias na educação é a da Educação Aberta. Norteada pela colaboração e interatividade da cultura digital, a proposta deste movimento é a de que todos devem ter a liberdade de usar, personalizar, melhorar e redistribuir ferramentas educativas, sem restrições, ampliando assim o conhecimento. E para isso, é necessária a utilização de Recursos Educacionais Abertos (REA).

Os REA vêm conquistando a atenção de pesquisadores, educadores e governos em todo o mundo por representarem uma alternativa econômica para a ampliação do acesso ao ensino e melhoria da qualidade da educação.

Em seminário realizado em Brasília, o Portal EBC conversou com alguns especialistas e ativistas sobre o tema.

O que é REA?

De acordo com a definição dada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2002, pode ser considerado recurso educacional aberto qualquer tipo de ferramenta, material ou técnica de ensino e pesquisa, desde que seja suportado por uma mídia e esteja sob domínio público ou sob uma licença livre, de forma a permitir sua utilização ou adaptação por terceiros.

Assista ao vídeo explicativo sobre REA produzido pelo Projeto MIRA: